Guardião vs. Java

justice_league_heroes_wallpaper_by_kyomusha-d5fue49Eu sempre sonhei em ter um super-herói que se dedicasse a me proteger.  Vivia desamparado, observando a mobilização do Batman para lutar contra o Curinga, contra o Pinguim e o Charada . Sempre disposto a salvar a humanidade. Mas e eu ? O Batman não me representava, meus vilões poderiam ser outros…Nunca acreditei que o homem morcego, estivesse pronto para me defender dos meus verdadeiros inimigos…

Há alguns meses comecei a ter pesadelos com um vilão chamado Java. Java é silencioso e se materializa em forma de xicrinha de café, sempre atacando as suas vítimas  derramando líquido fumegante  dentro dos seus computadores. É paciente e determinado, age de forma cruel e lenta…Java não morre…se multiplica e renasce…Já está em sua sétima versão. Java é tão cruel, que segundo consta, seria capaz de  roubar toda a minha fortuna e me fazer morrer na miséria.  Java me imobilizaria e me estorquiria. Alguém precisava me salvar…

Graças ao Banco Itaú, finalmente encontrei um defensor particular. Nem precisei dar procuração. O Super Itaú, agindo como um Clark Kent do sistema financeiro, entrou na cabine telefônica e saiu vestido de Guardião. Tomou conta do meu computador disposto a derrotar o tal Java e definiu que enquanto ele não conseguir fazer isto, eu devo esperar. Itaú é um justiceiro ! Eu sempre desconfiei disto ao ver  como ele foi capaz de levar os juros ao infinito e além. Uma espécie de Buzz Lightyear laranja… um banco com espírito de herói.

O Guardião Itaú segue duelando com Java há meses. Dentro de minha própria sala !  Tento falar com ele para saber quando a batalha terá fim e se há algo que eu possa fazer. ..Quem sabe juntos, nós matamos o tal Java ?  Itaú, direto da liga da justiça, me fala que é meu guardião e esta batalha não tem data para terminar . Soberano, me alerta que eu corro risco e  preciso de proteção ! Argumento com Itaú que preciso pagar contas, transferir um dinheirinho. Convicto e magnânimo, o herói laranja, disse que eu preciso entender…estou sendo egoísta e só pensando em mim. A humanidade está em perigo.  Minhas dívidas e meus problemas que esperem. Sigo acompanhando a batalha em minha própria tela de computador.  Se o Super Guardião Itaú demorar mais um pouco, o convidarei  a fazer companhia ao sr. Incrível, como herói aposentado.

You give love a bad name

imagesVocê chega aqui com fama de galã…Apesar da idade, dos cabelos menos volumosos e das ruguinhas, ainda existem milhares de mulheres loucas para te dar um beijinho e outras coisas mais. Mas o tempo é inclemente com todos… a visão já não é mais a mesma… muita luz, reflexo dos holofotes, você não está enxergando nada, fica confuso. Você  acha que está vendo uma morena espetacular acenando. Não é só isto… ela ainda está carregando uma faixa que diz algo sobre os velhos tempos… Falar do seu passado te satisfaz , te  lembra do  tempo em que você era pegador, em que não perdoava nada. Você sabe que não é mais menino, que a fase  Mr. Magoo chegou, mas satisfazer o seu ego é maior do que qualquer dúvida que a sua visão possa gerar. Você pensa que ainda é o cara. Entendo…é natural, você só anda de limousine, uma multidão paga caro e grita por você. Mesmo correndo riscos, você confia no seu taco e acredita que não vai ter erro, que irá se  dar tão tão bem como acontecia há vinte anos…

Você dá uma piscadinha e manda ela subir…

Ela vem correndo, empolgada. Umas 80 mil pessoas assistem pelo telão, conversam entre si e discutem se você está mesmo com limitações de visão ou se tomou muita coisa no camarim. Estes “esquentas” são perigosos, né Jon ?  Ela chegou…Agora não tem mais jeito…Vai ter que rolar selinho e musiquinha ao pé do ouvido da criatura. Você é profissional mas não é de ferro. No meio de tantas músicas meladas do seu repertório, como se inspirar com esta musa ?Já era…. Que sucesso cantar ? O baterista grita: vai de  “You give love a bad name”… Você se lembra do refrão, mas o que te motiva mesmo são versos que você achava que eram secundários. Você enche o peito e solta a voz:

Whoa!
You’re a loaded gun
yeah, whoa…
There’s nowhere to run
No one can save me
The damage is done

Nada mais adequado para o momento e para aliviar um pouco da sua angústia.

Você está ainda está tenso, suando, mas sabe que não tem jeito. Faz parte do script do show….Vamos acabar logo com isto : 3,2,1 e  rola o beijinho. O público, que aplaude qualquer coisa, aplaude. Ufa, acabou…

É Bon Jovi, como saiu caro este cachê…

Togas Enroladas

imagesEscrever sobre embargos infringentes e o emocionante “tie break” em que se transformou o julgamento do processo do chamado “Mensalão” é uma uma ofensa aos meus bons amigos advogados, os únicos capazes de ao mesmo tempo, compreender as chicanes linguísticas e o parnasianismo bilaquiano com que discursam alguns dos ilustres ministros do STF e decifrar o que se passa na cabeça dos senhores de toga .

Na verdade, deixando de lado as prosopopéias, metonímias e hipérboles que pautam as discussões de Brasília, complicado mesmo é compreender a lógica da hierarquia do judiciário. No mundo onde os mortais vivem, há uma certa racionalidade  para as decisões…Nas empresas os presidentes tem um poder de decisão maior que os diretores, que por sua vez “podem” mais do que os gerentes…No exército há algo parecido, generais mandam mais do que coronéis, que por sua vez tem mais poder que os tenentes (há algo comum entre os dois exemplos citados, tanto soldados como estagiários não decidem nada mas cumprem as determinações de seus superiores).

Eis que chegamos ao judiciário. Ingenuamente, eu achava que a denominação “Supremo” indicava que se algo fosse decidido nesta instância, a decisão estaria efetivamente tomada e seria cumprida. Percebo hoje que não existe um “Supremo”, que decida e paute as instâncias inferiores. Os ministros abrem e reabrem as discussões de acordo com suas convicções pessoais e conseguem a proeza de fazer com que absolutamente nada de prático aconteça. Os puristas sempre dirão que é melhor a justiça tardia do que a inexistência de justiça.  Sim, sem dúvida. Tenho a impressão no entanto, que o judiciário brasileiro irá se notabilizar globalmente por criar a  “justiça de enceradeira”, que roda, roda, roda e não sai do lugar. Cada sessão do STF  parece um pouco com um jogo de tabuleiro: volte uma casa, retorne ao início, perca a sua vez, fique uma rodada sem jogar. O ponto é que não dá para os ministros fazerem de conta que estão disputando  uma animada sessão de “Banco Imobiliário” em um fim de semana chuvoso.  Eles estão tratando de assuntos sérios para a construção da imagem do poder que representam e para a confiança nas instituições do Brasil. Se for para andar em círculos (ou melhor,para facilitar a compreensão dos iluminados de toga : ao  redor do conjunto de pontos cuja distância ao centro é menor ou igual a um dado valor – também chamado de raio) mudem nome de  “Supremo” para  “Supreme”, em homenagem ao meu sabor favorito no Pizza Hut. Será mais apropriado.

Lições

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Aprendi que conhecimento e cultura são as únicas coisas que ninguém te tira, mesmo sob tortura.

Aprendi que é possível capotar uma Kombi andando de marcha ré e que é impossível cozinhar macarrão com água do mar.

Não aprendi serviços domésticos de hidráulica, elétrica ou marcenaria. O “Marido de Aluguel” existe para isto.

Aprendi que inteligência e caráter não necessariamente andam juntos com roupas combinadas ou de moda.

Aprendi que construir ou reformar uma casa pode te dar prazer, desde que o empreiteiro seja bom e seus recursos e seu tempo sejam infinitos.

Não aprendi a passar as férias de inverno congelando na única casa sem aquecimento de toda a serra da Mantiqueira e encarar isto como um ato estóico.

Aprendi que as linhas da arquitetura devem ser sempre retas, mesmo que a vida seja cheia de curvas.

Não aprendi o que acontece com o corpo quando se misturam todas as bebidas destiladas, fermentadas, gaseificadas ou pasteurizadas que possam ser ingeridas.

Aprendi que a vida dá voltas mas que o tempo não volta.

Aprendi que primeiro vem o quadro, depois se encontra a parede onde pendurá-lo.

Não aprendi porque ter um carro coreano quando se pode ter um carro alemão.

Aprendi o valor da família mesmo sem ter aprendido a importância de ter uma tia avó que foi tataraneta da prima em terceiro grau da marquesa de Santos.

Aprendi que por vezes é mais fácil escrever do que falar, mesmo sabendo que o que está escrito é o que deveria ter sido falado.

Não aprendi a admirar beleza de uma usina termoelétrica.

Aprendi que herança se mede em educação e princípios e não em reais.

Aprendi que a habilidade para dançar e alongar o corpo tem um alto componente genético.

Aprendi que julgar é mais fácil do que fazer.

Aprendi que ser pai é bom e que o bom de ser pai é continuar aprendendo.

Sensação térmica

images-1 imagesSemana boa para tirar os casacos, luvas e cachecóis do armário e ouvir todas as estatísticas sobre o maior frio dos últimos anos. Neve em Florianópolis e Curitiba ( está certo que a neve derreteu antes de dar tempo das pessoas pegarem suas câmeras fotográficas para documentar o fato), geada por todo o lado mas o que me chamou a atenção foram os fantásticos discursos sobre a “sensação térmica”.  Os termômetros foram solenemente ignorados e suas medições pragmáticas e chatas foram preteridos pela muito mais impactante história da “sensação térmica”. Manchetes falavam de uma sensação de -33 C em Santa Catarina…Os moradores foram apresentados como esquimós e  as vaquinhas viraram renas. Por alguns dias parece que parte do Brasil se orgulhou de sentir  frio. Os institutos de meteorologia e as emissoras de TV queriam por que queriam transformar o país em uma espécie de Lapônia sub-equatorial, cuja capital é São Joaquim. Parece que para o brasileiro, o frio é coisa de país rico, alinhado com a tese colonialista que relaciona desenvolvimento econômico ao clima…Daqui a pouco o tempo esquenta ou para ser mais técnico, a frente fria se dissipa…Voltaremos a sina dos trópicos, com “sensações térmicas” dignas  do famoso calor senegalesco. Voltaremos à realidade.

Múltipla escolha

Chimpanzé

A operação “abafa protestos populares” teve o seu ponto alto nos últimos dias com a sugestão de um plebiscito para tratar do tema da reforma política. Automaticamente viajei no tempo e me lembrei da época de estudante, em véspera de provas. Vez por outra, a professora informava que o teste, ao invés de ser dissertativo, seria de múltipla escolha. Por menos que eu estivesse preparado e mesmo não tendo a menor idéia do conteúdo sobre o  qual eu seria avaliado, eu me sentia mais confiante, energizado para enfrentar o desafio. Nada mais lógico, afinal estatisticamente um chimpanzé fazendo cruzinhas randômicas nas alternativas, tenderia a acertar cerca de 20% das questões. Eu não poderia ter uma performance inferior a de um chimpanzé e confiava que com minha capacidade de chutes, o risco de eu zerar na prova diminuiria sensivelmente. O meu conhecimento sobre o tema era zero mas já que me davam a chance de chutar livremente, eu chutava…

Pois bem, não dá para brincar de superar o chimpanzé e escrever “x” em um assunto como uma reforma política. Não é uma questão binária…É querer transformar  um tema complexo e completamente técnico, que já deveria ter sido discutido há anos pelo congresso nacional em uma espécie de releitura do programa do Silvio Santos de antigamente…Antes acendia a luz vermelha e a criança respondia se queria trocar um tênis Montreal por um bicicleta…Agora ao acender a luz da urna o eleitor deverá responder singelamente se está disposto a trocar  o sistema atual pelo voto distrital ou por alguma outra coisa do gênero ?…Não pode ser sério… Estou convencido que algumas destas idéias brilhantes devem estar brotando do cérebro de algum primata que eu insistia em querer derrotar nas  minhas provas de múltipla escolha da  juventude…Só pode ser…

Pacato Cidadão

protestosOs protestos dos últimos dias em São Paulo geraram comentários intransigentes sobre o papel da polícia nos episódios (tem a turma dos pró, tem a turma dos contra), tratados ideológicos sobre o que representam R$ 0,20 ( tem a turma do “isto não é nem troco”, tem a turma do “imagine o impacto do aumento para quem vive com menos de um salário mínimo”). O que mais me chama a atenção no entanto, é a visão semi-unânime de crítica a quem está comandando as manifestações, que  não seriam aqueles que realmente precisam. São jovens brancos, barbudinhos e tatuados que documentam os seus protestos com IPhones e Androids e os compartilham em redes sociais. Eles estariam no lugar errado…Eles não teriam direito de protestar. Esta causa não lhes pertenceria.Tem uma vida boa, portanto deveriam se calar. No máximo poderiam se mobilizar para falar da falta de cobertura da rede 4G de seus celulares, da fila na Polícia Federal quando chegam de viagens internacionais ou do preço dos ingressos dos shows. Os mesmos que os acusam de arruaceiros e rebeldes sem causa, são os que os chamam de alienados e não politizados. Que resgatam histórias distantes de juventude nas ruas para pedir eleições diretas para presidente ou para reivindicar o impeachment de Fernando Collor….Na visão geral, brigar pelo preço da tarifa de ônibus deveria ser um direito apenas de quem efetivamente utiliza transporte público. Esquecem que ter acesso a  transporte público de qualidade é um direito de todos, independentemente da classe social de que se venha. Antes de ser “jovens classe média”, são todos cidadãos. Pacatos cidadãos. Se como cidadãos estão se mobilizando pelos seus direitos que deveriam ser assegurados pelo estado como transporte, educação, saúde, porque criticá-los ? Que bom que acordaram e perceberam que eles também tem direitos e podem exigí-los…Tenho dificuldade de entender o que há de errado nisto e não estou falando que algo justifique quebra quebra ou depredação…Estou falando da mobilização e da tomada da consciência da maioria e a maioria não é composta por vândalos e nem por depredadores. Não acredito que alguém queira se arriscar a tomar uns tiros de bala de borracha (por enquanto ainda são de borracha…) apenas para ter um roxo no corpo para poder postar e ter likes no Instagram e no Facebook…É subestimar demais o papel e a inteligência dos jovens.Estamos acordando.

Espírito maternal

UnknownSemana de ir a maternidade para visitas de cortesia. Ótima chance para compreender melhor a alma feminina e aprender sobre o espírito maternal. Engravidar e carregar um filho na barriga por nove meses é um fato que a natureza optou por reservar exclusivamente às mulheres e que tem implicações que os homens insistem em querer decifrar. Para eles, teoricamente todas mulheres ficam felizes com o produto final de sua gravidez, ou seja o momento do nascimento de seus filhos e é  isto é o que realmente importa. Certo ? Não !

As mulheres conseguem transformar a sua gravidez em uma espécie de jogos olimpícos do sexo feminino. É competição em todas as categorias…Começa com a disputa para ver quem engravidou mais rápido. A medida de sucesso é a quantidade de bimbadas necessárias. As medalhistas são aquelas que conseguem engravidar no menor prazo desde que liberaram os métodos contraceptivos. A impressão que as campeãs passam, é que entre acabar com a cartelinha da pílula e aparecerem grávidas, se passaram menos segundos do que o Usain Bolt precisa para correr os 100 m. Fenômeno…

images-3As velocistas, olham com desprezo para aquelas que tiveram que, por algum motivo, se submeter a um tratamento para engravidar.  Primeiro vem a pena, depois vem uma certa raiva, sobretudo quando a tão desejada gravidez é de gêmeos.É fantástico…Estas mães são tratadas como se tivessem  usado  doping e devessem ser eliminadas da competição. E o desprezo ? Você viu…Fulana está grávida de gêmeos, comenta uma. Ah, mas não vale…ela fez tratamento.Esquece-se completamente que o papel da medicina é justamente ajudá-las a conseguir engravidar, que é o que realmente importa para elas.

imagesE os kilos engordados ao longo da gravidez ? As mães se segmentam. Tem aquelas que querem dizer que engordaram pouco…são as “peso pluma”, quanto menos Kg, melhor. Já as mães “peso pesado”, e que optaram por se esbaldar por meses a fio, não querem ser  as campeãs no quesito “engorda”, por isto optam por focar no futuro, e competir em “menor número de meses pós parto para perder o peso adquirido”.

E o parto ? Depois de 9 meses, finalmente chega a hora… É outra grande competição…Na cabeça de algumas, medalha de ouro apenas para as campeãs que conseguiram ter seus filhos com parto normal. Mas só o parto normal não é suficiente para garantir o troféu de super mãe. Tem que ser sem indução ,urrando de dor com as contrações com bolsa estourando e correria para o hospital. Sem tudo isto, fica com cara de jogo amistoso. Não tem graça. Mas aquelas que tem seus filhos com cesáreas, não se fazem de rogadas. Resolvem também competir entre si, no caso para ver quem caminhou mais rápido com as suas pantufas pelo corredor do hospital e quem ficou com a menor cicatriz.

images-4A competição não se encerra no momento do nascimento. Inicia-se a categoria “quantidade de leite produzido e por quanto tempo”. Critérios utilizados em feiras agropecuárias para mensurar produtividade de vacas holandesas, são largamente aplicados entre as mães competidoras. Mãe de verdade é aquela cujo filho mama no peito no primeiro dia e que tem leite farto e abundante por meses. Se a criança precisou tomar “leite NAN”, na visão das “super produtoras”, a mãe envolvida deveria ser desclassificada.

Homens travam disputas  por coisas mais banais e cujos instrumentos de aferição não vão além de uma régua ou de uma fita métrica…A competição entre mulheres tem regras mais sutis e difíceis de serem compreendidas.

Angelina

Ah Angelina…

Imagem

Quantas vezes se casou ?

Com quem se casou ?

Casamento perfeito ?

Casamento por interesse ?

Quantas tatuagens tem ?

Quantas tatuagens apagou ?

Quantos filhos teve ?

Quantos filhos adotou ?

Onde os buscou ?

Brigou com o pai ?

Reatou com o pai ?

Agora a cirurgia…

Precisava fazer ?

Porque anunciou ?

Falsa heroína midiática ou exemplo ?

O corpo é dela, a vida é dela. Deixem ela fazer que quiser, quando quiser e com quiser.

The end.

Boletim

Boletim-500x347-Filho, como será o seu boletim ?
-Pai, acho que tirarei A de inglês.
-Muito bom ! E no resto das matérias ?
-B de ciências e de história.
-Ah. Legal. Matemática ? Português ??
-Imagino que C
-Ok, precisa dar uma caprichada na interpretação de texto e nas contas de divisão.
-E você,filha ?
-Não sei. Em uma prova tirei “A+,Parabéns”, depois em outra “A,que beleza” e na última “A,Excelente”
O irmão resolve contribuir…
-Pai, ela vai tirar tudo A.
-Tudo, A ?!Parabéns. Ela deve estar orgulhosa.
Nova contribuição do irmão.
-Pai, o que ela está fazendo é muito errado. Tirando tudo A, ela deixa a professora sem ter o que fazer.
-Como assim ?
-Sim, a professora ficaria muito chateada se todos os alunos tirassem sempre tudo A. Ela está lá para ajudar os alunos a aprender e poder mostrar que ela sabe mais. Se todas as provas tiverem com tudo certo, a professora ficará triste. Por isto a professora gosta de mim, porque ela me corrige e eu aprendo. Não sei se tirando tudo A, a professora vai gostar de minha irmã.
-Ah, entendi…

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