Não importa por onde você comece, com certeza você se encontrará em algum lugar deste ciclo em que a bolacha acaba tendo um papel fundamental…A fonte é o http://www.neatorama.com
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Revivendo os cartões
Nas últimas viagens que fizemos resolvemos retomar um hábito secular, que parecia definitivamente esquecido nos tempos de e-mails e tweets: enviamos cartões postais a amigos e parentes. As pessoas que recebem estranham um pouco (dependendo da imagem do cartão ficam chocadas…). Parece que não entendem como um cartão pode demorar tanto chegar, ficam desconfiadas de ver um selo colado e uma mensagem escrita a mão com uma letra que por vezes não reconhecem (você já reparou que atualmente não sabemos mais se as pessoas tem letra “bonita” ou “feia” ? Só nos comunicamos em fonte Arial tamanho 10) . A verdade é que a personalização da mensagem virou um ritual gostoso. Compramos os postais e selos, escrevemos, vamos ao correio (sim, ainda existem agências de correio) e esperamos a reação do destinatário…

Estamos pensando em repetir a dose para o natal (logicamente que com muitos carimbos de renas, papai noel e árvores). Será uma forma de resgatar a tradição e confesso, evitar que as caixas de entrada das pessoas travem com e-mails de correntes natalinas de estética questionável. Não faz muitos anos que eu media minha popularidade pelo número de brindes e cestas que eu recebia de fornecedores…quando a verba começou a diminuir e os códigos de conduta das empresas começaram a vetar o recebimento de presentes, cresceu rapidamente a quantidade de cartões Unicef….o tempo passou e de uns anos para cá só tenho recebido via e-mail os power points de alguns gigas que não abro por medo de vírus. Imagino que com todo mundo seja igual. É hora de reviver a tradição. Viva os cartões: postais, de natal e de crédito !
Viajando sem sair do lugar
Existem vários dias em que entro no modo piloto automático e a inércia me leva… Quando me dou conta nem sei como cheguei até o escritório..tenho certeza que fui teletransportado…banho, escolher roupa, café da manhã, dirigir, trânsito…parece que um ET assumiu o comando do meu cérebro, me abduziu e me trouxe para o trabalho. Hoje em um momento de dispersão total (em que o ET continuava comandando as minhas atividades…), fiquei pensando o que estaria fazendo naquela mesma hora o guia turístico que eu conheci no Butão, qual seria o tamanho da fila para visitar o Kaddafi na geladeira, se a Cristina Kirchner estava comemorando a vitória na eleição na Argentina. Me lembrei (em um momento de distração do ET ) que a Mariana me falou de um projeto de fazer um filme que usaria como base vídeos enviados através do Youtube mostrando o que as pessoas de todo o mundo estavam fazendo em um determinado dia. Descobri que o filme ficou pronto, chama-se “Life in a day”, teve direção do Ridley Scott, já foi lançado nos EUA no começo deste ano (não sei se foi exibido aqui.. se foi, o ET não me levou) e compilou 80.000 vídeos ,oriundos de 140 países , todos produzidos no dia 24/07/2010. A idéia é muito boa e me deu vontade de assistir e dar uma viajada, mesmo que sem sair do lugar.
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Tsunami de informações
Sempre se fala que a velocidade de transmissão das informações está mudando e que em tempos de internet as notícias andam cada vez mais depressa e que se globalizam instantaneamente (ainda assim é difícil que a internet consiga bater o recorde de velocidade de troca de informações que pertence conjuntamente a minha mãe e a minha tia e que é de 0,001 segundo – tempo médio da notícia de uma chegar para outra….). Todos nós sentimos isto intuitivamente no dia a dia mas vi uma análise que compara o número de tweets enviados/recebidos do Japão antes e depois do terremoto / tsunami de março com um intervalo de 16 minutos. É incrível e serve para ver também quem tem conexão com o pessoal do Japão…reparem que há vários tweets indo e vindo do bairro da Liberdade !
Delicadeza contra a violência
Será que com uma ação poética e singela você consegue tocar o coração de guerrilheiros frios e impiedosos ? Esta foi a abordagem usada neste case chamado “Operation Christmas” que teve como objetivo estimular guerrilheiros colombianos das FARC a abandonarem a luta armada e retornarem para as suas famílias. Parecia algo impossível de ser obtido…não há mídia para acessá-los, eles são vítimas de uma intensa “lavagem cerebral” desde que são aliciados ainda adolescentes e o abandono a guerrilha é punido com a morte. O vídeo conta os detalhes de como o projeto foi realizado mas a idéia central foi iluminar árvores de natal no meio da floresta com uma mensagem de que as famílias aguardavam o seu retorno. Conceito simples, execução complexa, resultados incríveis tanto na quantidade de guerrilheiros que desertaram como na quantidade de prêmios que esta ação obteve pelo mundo. Deu vontade de ter participado do time que idealizou, os caras tem que ficar orgulhosos…

















