Centenários merecem comemorações especiais e em março de 2012 se completam cem anos desde que o primeiro pacote da bolacha Oreo saiu da fábrica da Nabisco. Praticamente nada mudou no produto ao longo deste século de vendas. Apenas uma pequena modificação no formato dos disquinhos de chocolate e nada muito além disto. Ninguém conseguiria prever que Oreo seria transformada na marca de bolacha mais vendida em todo o mundo, com mais de 20 milhões de unidades comercializadas por dia (sem a colaboração do Brasil, onde o coitado do Oreo durou pouco e mal esquentou as prateleiras). 
Existem algumas polêmicas sobre o produto, a começar pela forma como como o seu nome foi escolhido…Reza a lenda que em uma reunião de board (sim, elas já existiam em 1912), resolveram perguntar para um dos membros, qual seria a sua sugestão de nome para o lançamento. Com a boca cheia de bolacha (ou biscoito, dependendo da preferência e da região do leitor) ele respondeu “I don`t know”e o que as pessoas entenderam teria sido “Oreo”. Confesso que tentei reproduzir o teste na hora do jantar e talvez porque o meu sotaque não seja dos melhores, ou porque usei farofa como ingrediente ao invés da bolacha, em momento algum o meu “I don’t know” se pareceu com “Oreo” . Deve ser uma lenda urbana que localizei no http://www.listmyfive.com e estou ajudando a divulgar.
Outra grande polêmica que movimenta as redes sociais americanas e os desocupados de plantão é sobre como os os consumidores de Oreo preferem comer a bolacha: “tirando a tampa”, raspando o creme e somente depois degustando os disquinhos de chocolate (alguns ainda gostam de mergulhá-los em copos de leite, ato que tem conotação bastante diferente da nossa expressão “molhar o biscoito”… ) ou de uma vez, com mordidas selvagens. Polêmicas não muito relevantes mas que certamente ajudam a alimentar a fama e as vendas deste vovô. Ah, claro!…certamente devem discutir também se Oreo vende mais porque é fresquinho ou se é fresquinho porque vende mais mas com vendas anuais de mais de US$1,5 bi, este não parece ser um grande dilema.
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Trailer ao vivo
Lançamentos de filmes normalmente são anunciados através de trailers, historicamente exibidos nas salas de cinema antes das sessões começarem. Nos últimos anos até se ampliou um pouco este universo e os trailers também são divulgados através de virais na Internet. Na última semana em Nova York, a 20th Century Fox, juntamente com a Thinkmodo, uma companhia especializada na produção de virais, resolveram inovar para fazer a divulgação do novo filme “Chronicle”. O filme conta a história de 3 estudantes que adquirem super poderes e que ficam capazes de voar. A Thinkmodo produziu então 3 “objetos voadores não identificados”, bonecos controlados por controle remoto, e que foram feitos para parecer pessoas voando. O local do sobrevoo foi próximo a ponte do Brooklyn, com direito a contornar a estátua da Liberdade e rasantes sobre o Rio Hudson. Foram 6 voos de 5 minutos e até um acidente quando um boneco mergulhar no rio e teve que ser resgatado pela polícia. Vários nova-yorkinos não acostumados com pessoas voando próximas de suas janelas, ligaram para o 911 para relatar o episódio. O trailer ao vivo foi um sucesso e a repercussão em torno do lançamento do filme estava garantida.
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Presente para a comunidade

Não é apenas no Brasil que a construção das arenas esportivas está na moda…A Nike acabou de patrocinar a reforma completa de um ginásio em um grande conjunto habitacional em Nova York. Os moradores das Masaryk towers, um conjunto habitacional composto por 6 torres e mais de 1000 apartamentos no Lower East Side, ganharão de presente da empresa, uma quadra integralmente reformada, com placar eletrônico, novos vestiários e equipamentos de treino. É uma forma da Nike se aproximar da chamada “comunidade”, e também capitalizar em cima desta boa ação.
Durante os próximos 3 meses nada de socialização…A quadra será “private” e funcionará na base do convite, ou seja joga apenas quem a Nike quiser convidar.

Se você for um dos eleitos, marca hora (a quadra funciona 24h) e pode levar mais 19 amigos…Pode ir com as suas roupas mesmo, porque quando chegar lá a Nike se encarrega de te dar uniformes. A partir de abril a quadra passa para o domínio do condomínio e vira um presente definitivo da empresa para a comunidade. O modelo de construção e posterior doação parece ter sido inspirado no Itaquerão, só muda bastante quem está pagando a conta e quem irá usufruir com os amigos. A fonte da notícia é o http://www.boweryboogie.com.
Cortando as asinhas
Red Bull te dá asas e voa alto. Os atributos ligados a marca austríaca de energéticos são de modernidade,vitória, sucesso. Exagerando bem mas é uma espécie de cigarros Hollywood versão século XXI, lembram-se ? Hollywood, o sucesso, clássico da década de 80…Esportes radicais, comerciais inovadores, bem produzidos e com trilhas sonoras incríveis, patrocinadora de todas as categorias de automobilismo…
Já a Red Bull, logicamente que em escala global e versão 2011,tem estratégia parecida. Tudo passa por Sebastian Vettel o mais jovem bi-campeão de Fórmula 1 da história e que é a cara da marca mas até no Brasil a fórmula da Red Bull foi parecida, patrocinando o carro de Cacá Bueno, filho do Galvão e piloto campeão da Stock Cars.
Mas e nos Estados Unidos, maior mercado do mundo para qualquer coisa ? Bom, por lá a fórmula de sucesso de associar a marca a times e pilotos vencedores fez água…Esta semana a Red Bull anunciou que está abandonando a Nascar, a categoria de automobilismo mais popular dos Estados Unidos. A experiência da Red Bull na Nascar foi um fracasso…
Este ano apesar de ter conseguido vencer uma prova, o seu melhor piloto, Kasey Kahne, terminou o ano em 14° no campeonato, enquanto o seu companheiro Brian Vickers, um genérico do Mark Webber,foi o 25°.Em 5 anos o time conseguiu 2 vitórias, 10 poles, 20 top-5s , 55 top-10s. Algo mais próximo de Rubinho,Bruno Senna e Felipe Massa que de Sebastian Vettel . A Red Bull fez uma série de iniciativas para promover os seus carros e seus pilotos na Nascar. Este ano fez o seu piloto saltar de paraquedas sobre o circuito de Daytona. Legal, cool,imagens lindas mas e as vitórias ? Sem sucesso as asinhas foram cortadas para a Red Bull nos EUA
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Keep walking de metrô e não de carro
Não é fácil a vida das companhias fabricantes de bebidas alcoólicas. De um lado elas precisam estimular o consumo de seus produtos… pragmaticamente falando, quanto mais bêbados existirem perambulando pelas ruas, mais elas venderão e ao mesmo tempo, as empresas precisam zelar pela sua imagem corporativa, que deve ser socialmente responsável. Neste aspecto, os bêbados não representam exatamente elementos de paz e tranquilidade e dizer que você conta com eles para crescer o seu negócio, não pega bem.
Tentando encontrar este balanço entre o céu e o inferno, a Diageo , líder mundial no segmento de bebidas anunciou ontem que pelos próximos três anos, será a patrocinadora oficial do metrô de Londres durante a noite de ano novo . Das 23:45h até às 4:30 AM, todo mundo poderá andar de graça no metrô, por conta do grande amigo Johnnie Walker. Lewis Hamilton, garoto propaganda da Diageo aparece como divulgador da iniciativa. 

Esta é uma boa forma de estimular as pessoas a se divertirem, celebrarem e portanto beberem e simultaneamente prestar um serviço a sociedade. Fiquei pensando que a Caninha 51 poderia fazer a mesma coisa com o Reveillon da Paulista e patrocinar o busão para a galera…Talvez não seja tão charmoso, mas sem dúvida que seria uma boa idéia (desculpem pela piada infâme mas é sexta-feira).





















