Eike Preguiça

Nas últimas semanas os meios de comunicação foram tomados por reportagens de celebração a fortuna do Eike Batista e sua ambição de se transformar no homem mais rico do mundo. O homem ficou onipresente e onipotente na mídia. Fala sobre qualquer assunto, é bajulado e venerado como a nova face de um Brasil que cresce. Eike construirá um shopping, Eike cria a maior empresa de energia do país, Eike deverá investir no segmento automobilístico,Eike garante que Bruno Senna correrá na Williams e pelo que vi na capa da Veja desta semana, Eike irá fantasiado de Deng Xiaoping aos bailes de carnaval do Rio de Janeiro.

Eike: esta capa é a fantasia para carnaval ?


Se o Eike atingir a sua meta e se transformar no maior bilionário da terra até 2015, a pergunta que eu faço, é o que mudará para o restante da população, exceto para os seus herdeiros e quem sabe para a Luma, que ainda deve ganhar um percentual de sua fortuna ? Nada….O meu interesse no tema é zero e confesso que não me sinto inspirado a ter carros estacionados dentro da minha sala para seguir o padrão estético do novo guru tupiniquim. Fiquei pensando até que ponto vai a vaidade humana e queria propor uma meta mais fácil para o Eike. Que tal lançar o desafio de ser eleito pela Forbes o homem mais vaidoso do mundo ? Acho que a concorrência será menor do que para se transformar no homem mais rico…Se no ranking da riqueza ele está em oitavo,no do ego, ele certamente já é top 5.

De volta para o futuro

Quantas vezes estamos em um lugar e nos deparamos com nossas memórias. O passado se mistura com o presente e nosso corpo está aqui mas nossa mente está divagando, puxando lembranças que ficaram perdidas e distantes. Parece um papo meio cabeça ? Que tal ver como o site http://www.dearphotograph.com permitiu a integração destes dois universos: passado e presente reunidos através de fotos. Você faz o upload e a união de 2 fotos tiradas em épocas completamente diferentes. É a mistura de memórias afetivas com o cotidiano.Os mesmos ambientes, os mesmos elementos, anos de diferença, fotos impressas e fotos digitais. Tudo capturado em um mesmo clic. É o sinal de que embora o tempo tenha passado e deixado suas marcas, o ambiente possa ter ficado igual, as pessoas se repaginaram e se modificaram de alguma maneira. A memória ficou…o mundo em alguns casos pode parecer igual por fora mas por dentro ele está bem diferente. Nada mais alinhado com o tema dos meus 50 minutos de divã de 5f passada…

Se está assim agora, imagine na Copa…

Desde que me conheço por gente, todos os anos durante o verão alguns fenômenos se repetem no Brasil. Começa com o caos para ir para a praia no final de ano…Horas para descer a serra, horas para subir. De repente começa a chover no Brasil inteiro e ou as ruas inundam, ou os morros desbarrancam, ou as duas coisas acontecem simultaneamente. Aí vem o surto de dengue e a campanha para você limpar o vasinho, não ter pneu em casa e ficar atento para ver se o mosquito é listradinho. Daqui a pouco começa a campanha para a doação de alimentos para as vítimas de enchentes de algum lugar.
Puxo pela memória e concluo que os problemas são os mesmos e que quase nada mudou. Até o BBB já está na versão 12, com partipantes que vem sendo clonados há mais de uma década…Tudo igual! Agora porém, em todas as conversas, sobre qualquer desgraça que exista no país tenho a impressão que se adicionou um novo elemento, a universal frase ” Se é assim agora, imagine na Copa..”. Começou com o caos nos aeroportos: “se está deste jeito agora, imagine na Copa”. Depois veio o trânsito: “se está está assim agora, imagine na Copa”. Agora já estamos na nossa temporada de verão e o “se é assim agora, imagina na Copa”, entrou automaticamente nas conversas. Não sei o que o mosquito tem a ver com a Copa. De qualquer maneira eu também adotei o bordão na minha vida pessoal. Goteira na sala ? “Se está assim agora, imagine na Copa”. A NET não funciona ? “Se está assim agora, imagine na Copa”. É fantástico! Você não resolve nada e joga com a perspectiva do problema piorar ainda mais daqui a dois anos.

O duelo: meu IPad vs. Malu

O G-Form desenvolvido para proteger o IPad de quedas do espaço e dos ataques da Maria Luiza

Este final de semana tive a oportunidade de expor o meu IPad a um teste de resistência incrível. Ele foi manuseado com bastante entusiasmo pela Maria Luiza, uma criança de 11 meses. Maria Luiza, babou, batucou, beijou a tela, quase deixou cair etc…Enfim foram momentos de intensa tensão para mim, confesso que em parte pelo risco do aparelho cair no pé dela e mais pela perspectiva de uma perda total do meu IPad. O risco era enorme…ou pela eminência de choque com o chão (ela já tem o histórico de destruição de um IPhone de sua mãe usando esta técnica…) ou por uma reação de sua babinha de alto potencial de destruição, com os circuitos elétricos e eletrônicos do meu IPad. O IPad sobreviveu e fiquei aliviado, afinal não seria fácil reclamar com uma menininha de apenas 11 meses. Ela não entenderia meus argumentos.
Para o próximo encontro com a Malu irei mais preparado. Pretendo comprar um case da G-Form, que promete absorver 90% da energia de uma queda de alta velocidade de um IPad, mesmo que seja do espaço. Para divulgar o produto a G-Form desenvolveu este incrível vídeo que encontrei no http://www.mashable.com e que demonstra como o IPad, equipado com esta super capa, pode sobreviver a choques violentos. Me aguarde, Maria Luiza, desembolsarei US$ 44,95 para ter certeza de que você não irá me derrotar. Não vale o golpe baixo da babinha…contra ele nem os técnicos da NASA encontraram uma solução.

Incluir é não diferenciar

As grandes empresas no Brasil estão ficando mais responsáveis e atentas a importância de promoverem a diversidade em seu quadro de funcionários. Ainda que a lei que que determina cotas de pessoas com deficiência nas empresas precise de muitos ajustes , a verdade é que de modo geral, ela contribuiu para que os ambientes de trabalho fiquem mais inclusivos e um pouco menos preconceituosos. Há menos espaço e tolerância para discriminações motividadas por religião, sexo, cor ou deficiências físicas. A adaptação de espaços físicos começou a acontecer. Estamos engatinhando mas a minha sensação é que ao menos já existe a sensibilidade e a preocupação com o tema.
A comunicação externa e as propagandas das nossas empresas no entanto, ainda refletem bem pouco este despertar e ainda existe um modelo bastante rígido e inflexível de clones genéricas de Giseles. Isto poderia ser bem diferente. Vejam que interessante a história que encontrei no http://www.adweek sobre um menino de 9 anos, chamado Ryan e que é modelo fotográfico nos EUA. Ryan tem síndrome de Down e é uma das estrelas do catálogo de roupas da Target, depois de também já ter feito campanhas para a Nordstrom. A aparição de Ryan nas campanhas de ambas as empresas, gerou uma onda de mensagens positivas e simpatia, não pela presença do menino mas sobretudo pela maneira como ocorreu. Em ambas as campanhas, Ryan foi tratado como um menino qualquer, misturado a outras crianças, sem nenhum alarde, sem dizer que existiam roupas especiais para crianças especiais e sem apelo piegas ou com chantagem emocional. Inclusão pura e simples,sem diferenciação.

Crônica de um dia em que começou a chover e não parou mais

Nestes dias eu deveria estar vendo o mar, aquele que fica perto da praia, mas consigo ver apenas o mar de chuva que cai dos céus. Começou a chover em 2011 e não parou mais…O dilúvio combinado com a completa falta de atrações esportivas na TV (é férias e não tem sequer taça SP de futebol Jr, ou desafio Rio x SP de veteranos em futebol de areia) leva a um quadro definido pelos especialistas como sendo de tédio . Pensamos em voltar para SP, para vivenciar o tédio sob uma perspectiva urbana mas tédio com trânsito na Rio Santos/ Imigrantes é uma combinação ainda mais explosiva.
O tédio tem suas virtudes e quando ele chega a um estágio muito avançado te força a ser pró-ativo e criativo. Revirei todos os canais da TV a cabo, reencontrando filmes que já julgava extintos juntamente com os dinossauros. E a busca pelas estantes da casa ? Localizei um livro açucarado da Danielle Steel e concluí que retrospectivas da TV Globo ainda seriam melhores opções do que me aventurar pelas histórias de amor de Peter Haskell e Olívia Thatcher, personagens que encontrei na orelha do livro. Ressurgem as idéias dos jogos de tabuleiros ou cartas mas nos damos conta que o nosso plano de fazer uma série histórica de melhor de 71 partidas no gamão ficou preterido pelo esquecimento do tabuleiro. Tem o gamão no IPad mas não tem a mesma graça… Jogar “Stop” com mais de 40 anos de idade é justificativa para interdição e os anos de experiência me falam que eu devo fugir das polêmicas de colocar “Havana”como cor com a letra H e “Namorado” (o peixe!) como animal com a letra N. Prefiro evitar. E a Internet, mãe salvadora dos desocupados ? Sim, quando ela funciona, tem sido terapêutica mas até eu já cansei de ler sobre queimas de fogos pelo mundo, tráfego nas estradas e enchentes e desabamentos de verão. O que nos restou ? Minha esposa optou pelo projeto de mimetizar um urso em fase de hibernação e dorme umas 16 horas por dia. Eu estou mais ativo e me coloquei uma meta mais ambiciosa de concluir um sonho antigo: eliminar todos os porquinhos verdes do Angry Birds, mas tem que ser com classe, com 3 estrelas…Se continuar chovendo e com este tédio, acho que chego lá.

Feliz 2012 !

Depois de vários anos voltei a passar o reveillon na praia. É aqui que os rituais acontecem…trânsito infernal, calor, as sete ondinhas, as roupas brancas, o foguetório. Do trânsito eu escapei espetacularmente. Já as primeiras sete ondas que pulei foram no terraço de casa, completamente inundado pela chuva torrencial que caiu ontem a noite. Acabei pulando as 7 do terraço mais 7 no mar, o que me gera uma expectativa de um ano fantástico, afinal estou com crédito com Iemanjá, e ela como deusa das águas não pode diferenciar água do mar de água do terraço. O meu deslize foi com o branco… com medo de pegar uma pneumonia em função de uma camiseta encharcada, abdiquei da cor oficial e fui de azul. Isto aconteceu não por uma questão de superstição mas sim porque esta era a cor da minha sunga e este era o meu único traje de reveillon. E se sunga já é uma coisa duvidosa, sunga branca somente seria permitida se eu fosse lutador de jiu jitsu. Fui de azul mesmo…
Saí de casa 23:58 e 00:02 eu estava de volta, completamente ensopado mas com os rituais devidamente completos. Mar, fogos, votos de ano novo…Aliás alguém poderia me explicar a graça de se soltarem rojões ? Fogos de artifício eu entendo, são realmente bonitos. Mas rojões servem apenas para aborrecer e assustar os cachorros e os bebezinhos da vizinhança. Não saem sequer em fotografias.Poderiam ser banidos das comemorações juntamente com as reportagens que informam que já é ano novo na Nova Zelândia…
Enfim, mais um ano se passou e a história começa toda de novo. A coisa boa é que se chuva servir para lavar a alma, certamente comecei 2012 completamente purificado. Feliz ano novo !

Blog entra em ritmo de tartaruga nos próximos dias

Nos próximos dias será difícil postar qualquer coisa.Internet via satélite, em ritmo de tartaruga. Alinhada com o meu ritmo de férias… No momento a cidade mais perto de mim é Novo Airão (sejam curiosos e procurem no mapa). Estou me sentindo estrangeiro dentro do Brasil. Vou escrevendo…Quando tiver conexão melhor ,que me deixe anexar fotos e vídeos, eu descarrego os posts pendentes. Até a volta do sinal! (sem conexão semi-discada…)

Verde abacate

Tudo começou com uma ida despretensiosa ao Natural da Terra, uma espécie de sacolão com grife. Rotina da família…comprar toneladas de frutas e verduras que em um primeiro momento você imagina que seriam capazes de abastecer um exército ou acabar com a fome da África e que na vida real duram menos do que uma semana na sua geladeira. Ir a feira, supermercado ou hortifruti é uma ritual entediante em que se faz necessário um grande esforço para quebrar a monotonia ! Desenvolvi uma técnica em que pequenos gestos me animam e fazem com que a tarefa fique menos penosa. De vez em quando escolher tomate Débora ao invés do tomate Carmem. Trocar a uva Thompson vermelha pela verde. Comprar ou não 100g de cerejas por R$ 15,00…Tripudiar do pepino caipira e eleger o pepino japonês. Minha fórmula anti-tédio é transformar estas decisões em algo crítico, vital. Escolhas, diferenciações, favorecimentos. Absolutamente difíceis mas necessárias…carga de drama,vida ou morte para quem ficou para atrás. No meu momento de carrasco absoluto confesso que hajo como um torturador e escondo um tomate bonito embaixo da pilha para que ele nunca seja escolhido e sofra como aqueles que vem amassados e são abandonados pelas donas de casa.
No final de semana passado meu momento de tensão foi quando reencontrei com o bom e velho abacate. Levá-lo ou não para casa…que drama, afinal de contas ele é taxado de gorduroso, cara feia mas ao mesmo tempo me remete a uma imediata lembrança da minha infância. A nostalgia venceu e o abacate teve um novo lar. Aproveitando a solidão de um dia da semana, sem esposa e sem crianças, solicitei a auxiliar do lar que preparasse o abacatão como nos velhos tempos: batido com leite e açucar.
Foi minha sobremesa e me levou a uma espiral de recordações. O ponto alto da trip com o abacate foi me lembrar de um abacateiro plantado pelo meu irmão no quintal de casa. Foram anos vendo o acateiro crescer e produzir frutos. Bons tempos, lembranças com sabor.A escolha foi acertada…não me arrependi. O abacate que resgatei das gôndolas frias do Natural da Terra adoçou minha noite…

O mercador de “likes”

Tem louco para tudo mas este parece que passou um pouco dos limites. Vi no http://www.mashable.com a história de um israelense que resolveu mudar oficialmente o seu nome para Mark Zuckerberg, o mesmo nome do fundador do Facebook. Até aí tudo bem…louco e ponto. O antigo Rotem Guez, seu nome original, agora tem carteira de motorista, passaporte etc… com seu novo nome e resolveu infernizar o seu homônimo famoso. Criou também um site http://www.markzuckerbergofficial.com , já tem conta no Twitter (@iMarkZuckerberg) e tudo..
Tudo isto é parte de uma estratégia do israelense para chamar atenção para sua “Like Store”, que basicamente vende “likes” para qualquer página de Facebook. A oferta da Like Store do novo Mark é : “Você está triste porque ninguém está visitando a sua página ? Nós temos a solução. 1000 likes ? Arrumamos para você ! Precisa de 5000 ? Arrumamos para você ! 10000 likes ? Arrumamos para você.”
Este tipo de comércio artificial de “likes” viola os termos de serviço do Facebook, que proíbe este tipo de ação. O novo Zuckerberg passou a ser judicialmente ameaçado pelos advogados do Facebook. Ele acredita que assim que for oficialmente processado, ganhará ainda mais repercussão para o seu comércio de likes, afinal o Facebook estará processando Mark Zuckerberg…estratégia no mínimo de gosto duvidoso mas o fato é que estou falando dela por aqui. Serve de alerta para a minha prima Titina Bilton. Em breve ela poderá encontrar uma clone (além da Carola, sua irmã gêmea), pronta para tirar proveito do sucesso de sua agenda Black. Para você poder entender, saiba mais aqui: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/elas-nao-sao-so-ricas-e-bem-nascidas-elas-sao-ablackers).

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