O mercador de “likes”

Tem louco para tudo mas este parece que passou um pouco dos limites. Vi no http://www.mashable.com a história de um israelense que resolveu mudar oficialmente o seu nome para Mark Zuckerberg, o mesmo nome do fundador do Facebook. Até aí tudo bem…louco e ponto. O antigo Rotem Guez, seu nome original, agora tem carteira de motorista, passaporte etc… com seu novo nome e resolveu infernizar o seu homônimo famoso. Criou também um site http://www.markzuckerbergofficial.com , já tem conta no Twitter (@iMarkZuckerberg) e tudo..
Tudo isto é parte de uma estratégia do israelense para chamar atenção para sua “Like Store”, que basicamente vende “likes” para qualquer página de Facebook. A oferta da Like Store do novo Mark é : “Você está triste porque ninguém está visitando a sua página ? Nós temos a solução. 1000 likes ? Arrumamos para você ! Precisa de 5000 ? Arrumamos para você ! 10000 likes ? Arrumamos para você.”
Este tipo de comércio artificial de “likes” viola os termos de serviço do Facebook, que proíbe este tipo de ação. O novo Zuckerberg passou a ser judicialmente ameaçado pelos advogados do Facebook. Ele acredita que assim que for oficialmente processado, ganhará ainda mais repercussão para o seu comércio de likes, afinal o Facebook estará processando Mark Zuckerberg…estratégia no mínimo de gosto duvidoso mas o fato é que estou falando dela por aqui. Serve de alerta para a minha prima Titina Bilton. Em breve ela poderá encontrar uma clone (além da Carola, sua irmã gêmea), pronta para tirar proveito do sucesso de sua agenda Black. Para você poder entender, saiba mais aqui: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/elas-nao-sao-so-ricas-e-bem-nascidas-elas-sao-ablackers).

Tem gente querendo resgatar a Comic Sans das trevas…

Quem utiliza o computador há bastante tempo e foi criado sob a dominação do Word, tem como membros da família as fontes oferecidas pelo programa. Times New Roman, Arial e Comic Sans são velhos conhecidos. No meu caso particular, eu optei há alguns anos por expulsar da minha vida e deserdar completamente o Comic Sans.
Para quem não teve o prazer de ser apresentado, o Comic Sans é um tipo de letra que tenta reproduzir a escrita de uma criança de mais ou menos cinco anos. Tem a aspiração de ser engraçadinha e fofinha (no diminutivo mesmo). Já a vi sendo utilizada no mundo corporativo nos mais diversos documentos: coisas sombrias e macabras como documentos que tratavam de desligamentos de funcionários e projetos de viabilidade de fábricas eram alegremente redigidos de forma saltitante em Comic Sans. Esta exposição excessiva, nos locais menos adequados, contribuiu muito para a minha completa aversão a coitada da fonte. Descobri que não estava sozinho e existem sites como o http://www.bancomicsans, pedindo que a Comic Sans seja erradicada da Internet. Do meu mundo, ela já sumiu…foi para as trevas.
Como este é um espaço democrático, informo que na contramão da minha visão de universo, descobri no
http://www.mashable.com que dois designers franceses,Thomas Blanc and Florian Amoneau estão liderando um projeto para resgatar a imagem da Comic Sans. A base do projeto é mostrar para as pessoas como seria o mundo se as logomarcas mais conhecidas da face da terra utilizassem a fonte perseguida. Em alguns dias no ar, o site deles (http://comicsansproject.com/) recebeu uma chuva de manifestações de solidariedade a causa.

O que eles pretendem conquistar agora ? Inspirados pela “fama” repentina pretendem arranjar empregos em agências de publicidade em Paris. Quero ver se terão coragem de mandar os seus currículos redigidos em Comic Sans…

Tweet seats

Outro dia escrevi sobre a minha experiência no show do Ben Harper, filmando, tirando fotos, usando o socialcam, tweetando e até de vez em quando, vendo o espetáculo e ouvindo música. Pois bem, parece que pessoas com este perfil, digamos assim, de hiperativo digital, estão se espalhando pelo mundo e gerando oportunidades de mercado.Li no http://www.nbcbayarea.com que alguns cinemas e teatros nos Estados Unidos estão criando assentos especiais para que as pessoas usem os seus equipamentos enquanto as peças e filmes se desenvolvem ! Os tweet seats ,como estão sendo chamados, ficam afastados dos demais para que as outras vítimas que compraram seus ingressos com boas intenções, não sejam perturbadas pelo brilho das telas dos smartphones e possam prestar atenção integral no palco ou na tela. A idéia é que o público também possa interagir com os diretores das peças,enviando perguntas em tempo real, comentando a performance dos atores e recebendo informações exclusivas sobre a produção…Ninguém sabe ao certo qual será o desfecho da experiência mas já tem gente disposta a cobrar mais por assentos assim e outros que estão topando pagar. Fiquei pensando em quem poderia ser pioneiro neste segmento no Brasil e não me ocorreu outro nome de artista além do João Gilberto, sempre tão aberto e simpático a participações da platéia.
O único problema é se ele tiver que faltar novamente aos shows marcados por causa de um novo surto de gripe infinita. Se devolver o dinheiro para os assentos “reais” já pagos é difícil, a devolução do dinheiro dos “tweet seats” com certeza seria em 140 parcelas, uma para cada caracter de elogio a sua santidade.

Um show à parte durante o show do Ben Harper

Ben Harper

Ontem fomos ao show do Ben Harper. Para os mais desavisados, o Ben Harper é mais conhecido por ficar desejando “good luck” para a Vanessa da Mata em uma música chamada “Boa Sorte” e que fez muito sucesso alguns anos atrás. A parceria daquela época me lembrou um pouco Jane e Herondy, mitos da década de 70, mas tudo bem e o Ben é mais do que isto.

Jane e Herondy, possível referência para Ben e Vanessa


Foi separado no nascimento do Jack Johnson e tem uma série de músicas legais. Enfim, está no playlist oficial da minha casa com “She’s only happy in the sun”, “With my own two hands” e outras que também nunca ouvi falar mas que a minha esposa como fã diz que são incríveis e coloca para tocar com freqüência (dá para perceber que eu não tenho carteirinha de sócio do fã-clube dele mas estou em processo de evolução contínua).

Ben, em versão cabeludo, com Vanessa, ainda mais cabeluda


Algumas vezes um pouco entediado com longos solos de bateria, além de ouvir as músicas, resolvi prestar atenção no universo ao meu redor. Além das fotos do show e da gravação de trechos das músicas favoritas com meu telefone resolvi brincar com um aplicativo do IPhone chamado “Socialcam”. O que ele faz ? Permite que você grave um vídeo e na hora já publique na sua conta de Facebook,Twitter e Youtube. Ou seja, transmissão quase ao vivo. Como vocês verão no vídeo que coloquei no post a definição ainda não é perfeita, falta zoom mas a interatividade é total. Outro entretenimento paralelo para mim foi ver o que as pessoas estavam achando do show, acompanhando os tweets que continham #benharper. Uns escrevem que é o melhor show da vida, outros dizem que estão chorando de emoção, já eu para testar a reação do povo, postei um #benharper chega de solos para encher linguica e vamos cantar ! Não tive eco…Fiquei frustrado…ninguém se manifestou. O smartphone foi um show à parte para mim.

Santíssima trindade

O Twitter acabou de divulgar a relação dos temas que geraram o maior volume de Tweets por segundo em 2011. Antes de ver a lista, fiquei tentando imaginar. Minhas apostas foram de que o tema número 1 seria ou a morte do Steve Jobs ou o ataque ao Bin Laden ou se as pessoas estivessem mais sensíveis, o casamento real do príncipe William com a Kate.

Errei…o tema que gerou maior volume de mensagens por segundo foi o anúncio da gravidez da cantora Beyonce que foi feito durante a sua apresentação no MTV Music Awards, em Agosto !

Beyonce anunciando a sua gravidez durante o MTV Music Award


Para ela liderar este ranking houve uma conjunção de astros e de uma santíssima trindade de temas que geram enorme volume de mensagens…música, celebridade e fofoca. Nós brasileiros também podemos nos orgulhar: ao conseguimos a proeza de sermos eliminados da Copa América de futebol errando todos os pênaltis no jogo contra o Paraguai, asseguramos posição top 5 no ranking !
Não conseguimos derrotar a Beyonce e nem o Paraguai mas ganhamos das minhas apostas Osama,casal real e Steve Jobs.

Acalmando a tropa

Em um post anterior (Cérebro de Canguru) mencionei a falta de habilidade da Qantas, companhia aérea da Austrália, em gerir a sua imagem nas redes sociais. O post de hoje é sobre uma outra companhia aérea, desta vez a Delta, e mostra como ela foi bem mais rápida e sensível em utilizar a web e as redes sociais para contornar uma crise que ameaçava a sua imagem. O fato ocorreu em Junho, quando um grupo de soldados americanos voltava para casa depois de servir no Afeganistão. Havia um “acordo de cavalheiros” de que a companhia no momento do check-in, toleraria até 4 malas de cada soldado que estava a serviço e não cobraria excesso de peso de ninguém. Naquele voo porém, a Delta resolveu cobrar US$ 200,00 de cada soldado por excesso de bagagem. O que os soldados fizeram ? Um vídeo dizendo que esta era a maneira como a companhia lhes dava as boas-vindas de volta ao seu país e que eles tiveram que pagar pelo transporte de armas que haviam sido utilizadas para “defender as suas vidas e as de cidadãos afegãos inocentes”. O vídeo foi postado e em um dia havia sido visto 200.000 vezes.
Imediatamente também foi criada uma página no Facebook pedindo o “Boicote a Delta em favor dos soldados”.A Delta reagiu…no dia seguinte a companhia veio a público através de sua assessoria de imprensa e se utilizando de todas as mídias disponíveis (Twitter, Facebook, Blog) pediu desculpas aos soldados com uma mensagem emocional, dizendo que a única coisa que os soldados deveriam sentir era a satisfação por estar voltando para casa e anunciando uma nova política de bagagem para os militares que passavam a ter oficialmente direito de transportar 4 volumes. Gestão de crise melhor do que a da Qantas…

Cérebro de canguru

Você trabalha em uma companhia aérea. Sua empresa por causa de um conflito com sindicatos de pilotos e aeronautas que pedem aumentos, decide abandonar a mesa de negociações e deixar seus aviões em terra para pressionar os seus empregados. Faz tudo isto sem avisar os seus passageiros. Esta situação dura alguns dias e milhares de pessoas perdem os seus compromissos e ficam bastante irritadas com a situação, arranhando seriamente a imagem da companhia.
Duas semanas depois , com os ânimos acalmados e os voos (sem acento!) retomados é hora de melhorar a sua imagem corporativa, certo ? Que tal lançar uma campanha pedindo para que os passageiros descrevam em 140 caracteres, via Twitter, que experiência de luxo elas imaginariam ter a bordo das aeronaves ? O prêmio para as melhores respostas ? Um par de pijamas e as necessaires da primeira classe. Foi exatamente isto que a Qantas, companhia aérea da Austrália, resolveu fazer na semana passada, ainda orientando os passageiros a mencionar #qantasluxury na resposta.

O resultado ? Menos de 2 horas depois de lançada a promoção, #qantasluxury virou breaking trend do Twitter na Austrália, recebendo uma média de 130 tweets durante 10 minutos. Durante a noite, já existiam mais de 15.000 citações em mídias sociais, não mais limitadas a Austrália, mas vindas do mundo todo. O detalhe ? Todas eram menções amaldiçoando a companhia e fazendo paródia com os pijamas e os sonhos de luxo a bordo. Um viral ironizando a promoção, embora bem pouco original, já foi assistido mais de 50.000 vezes no http://www.youtube.com. Esta foi a resposta dos passageiros ao mau tratamento das semanas anteriores.

Facebook vs. vida real

Nas redes sociais muitos dos nossos “amigos” são na verdade desconhecidos..Chega o convite e a primeira reação é tentar fazer um raio-x do passado…
Alguém com quem você já trabalhou ? Não. Colega da faculdade que você só conhecia pelo apelido ? Não. Alguém do colégio com mais barriga e menos cabelo ? Não. Brincaram juntos no maternal ? Não. Algum pecado cometido em uma noite remota ? Não. Raio-x completo. Diagnóstico ? Desconhecido. Você reflete…aceita ? não aceita ?? Resolve competir com seus colegas e se mostrar como alguém que é mais popular, querido e socialmente aceito. Yes ! You’re now connected ! Tirando que o fato do pescoço passar a ter acesso a sua vida, não existem grandes riscos. E na vida real ? Vejam esta campanha da Cruz Vermelha da Polônia que busquei no http://www.bluebus.com.br e que mostra os riscos de contágio por HIV. Totalmente baseada na relação que as pessoas tem com seus amigos virtuais e os perigos de repetir a abordagem na vida real. Exagerada mas com uma boa idéia !

A pr@ga da$ $eñhas


Conseguir lembrar de todas as senhas que temos está ficando cada vez mais complicado. Antes as senhas exigiam 4 dígitos, agora cada lugar pede um tipo de senha diferente. É uma batalha para ver quem consegue ser mais criativo…Uns pedem senhas alfa-numéricas com no mínimo 8 digitos, primeira letra em maíuscula, números não repitidos e pelo menos um caracter especial ! Outros sobem a régua e exigem que você não use nenhuma senha que já tenha sido utilizada nos últimos 24 meses, que não contenha nenhuma parte do seu nome e por aí vai. Enfim…o que era para ter fácil memorização tem se transformado em um inferno e exercício de paciência. Existem programas de gestão de senhas mas eles também tem senhas complexas ! Moral da história: a situação não deve melhorar pois segundo estudo do http://www.splashdata.com os hackers continuam fazendo a festa e a pirataria digital só cresce. Em grande parte isto é ajudado pelos usuários que tendem a colocar senhas óbvias. Aí vai a lista das 25 senhas mais utilizadas na internet e que até meus filhos advinhariam…

1. password
2. 123456
3. 12345678
4. qwerty
5. abc123
6. monkey
7. 1234567
8. letmein
9. trustno1
10. dragon
11. baseball
12. 111111
13. iloveyou
14. master
15. sunshine
16. ashley
17. bailey
18. passw0rd
19. shadow
20. 123123
21. 654321
22. superman
23. qazwsx
24. michael
25. football

Estranhei o monkey e o trustno1 serem top 10 mas também senti falta de darling e de sweetheart (ou moreco e tchutchuco em português…). Enfim, se você utiliza alguma destas senhas, reveja os seus conceitos rapidamente.

Sangue, cartões de crédito e cookies

Em um post alguns dias atrás fiz menção “as causas” que engajam e sensibilizam. Recebi uma dica de uma campanha “viral” do Hospital Albert Einstein estimulando as pessoas a doarem sangue. Não sei se o número de doadores vai crescer com este tipo de campanha mas a estratégia adotada por eles é forte e reforça a mensagem de que se o “sangue fosse fácil de encontrar” eles não precisariam pedir.

Na linha oposta, de uma forma um pouco mais mais doce e amistosa de se pedir alguma coisa, vi no http://www.consumerist.com que o Exército da Salvação nos Estados Unidos agora vai equipar os seus “soldados” com equipamentos que permitam que eles aceitem doações via cartão de crédito nas ruas. O Exército da Salvação é uma organização conhecida por seu trabalho de caridade e filantropia desde 1865. Ainda é um teste. Afinal o próprio Exército da Salvação não é uma instituição digamos assim, high tech e tem dúvidas se as pessoas entregarão os seus cartões nas ruas a voluntários atuando em nome da instituição.

A inspiração para que eles não desistam vem das “Escoteiras” de Ohio e da Califórnia (pensei em escrever “Bandeirantes” ou “Fadinhas” mas achei que ninguém entenderia)…Elas conseguiram aumentar em 20% a sua arrecadação com a venda de cookies depois que começaram a usar smart-phones leitores de cartões de crédito !

PS: Não estranhe o figurino. Esta é uma “escoteira” made in USA. As roupas são diferentes,

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