Tem louco para tudo mas este parece que passou um pouco dos limites. Vi no http://www.mashable.com a história de um israelense que resolveu mudar oficialmente o seu nome para Mark Zuckerberg, o mesmo nome do fundador do Facebook. Até aí tudo bem…louco e ponto. O antigo Rotem Guez, seu nome original, agora tem carteira de motorista, passaporte etc… com seu novo nome e resolveu infernizar o seu homônimo famoso. Criou também um site http://www.markzuckerbergofficial.com , já tem conta no Twitter (@iMarkZuckerberg) e tudo..
Tudo isto é parte de uma estratégia do israelense para chamar atenção para sua “Like Store”, que basicamente vende “likes” para qualquer página de Facebook. A oferta da Like Store do novo Mark é : “Você está triste porque ninguém está visitando a sua página ? Nós temos a solução. 1000 likes ? Arrumamos para você ! Precisa de 5000 ? Arrumamos para você ! 10000 likes ? Arrumamos para você.”
Este tipo de comércio artificial de “likes” viola os termos de serviço do Facebook, que proíbe este tipo de ação. O novo Zuckerberg passou a ser judicialmente ameaçado pelos advogados do Facebook. Ele acredita que assim que for oficialmente processado, ganhará ainda mais repercussão para o seu comércio de likes, afinal o Facebook estará processando Mark Zuckerberg…estratégia no mínimo de gosto duvidoso mas o fato é que estou falando dela por aqui. Serve de alerta para a minha prima Titina Bilton. Em breve ela poderá encontrar uma clone (além da Carola, sua irmã gêmea), pronta para tirar proveito do sucesso de sua agenda Black. Para você poder entender, saiba mais aqui: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/elas-nao-sao-so-ricas-e-bem-nascidas-elas-sao-ablackers).
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Um show à parte durante o show do Ben Harper
Foi separado no nascimento do Jack Johnson e tem uma série de músicas legais. Enfim, está no playlist oficial da minha casa com “She’s only happy in the sun”, “With my own two hands” e outras que também nunca ouvi falar mas que a minha esposa como fã diz que são incríveis e coloca para tocar com freqüência (dá para perceber que eu não tenho carteirinha de sócio do fã-clube dele mas estou em processo de evolução contínua).
Algumas vezes um pouco entediado com longos solos de bateria, além de ouvir as músicas, resolvi prestar atenção no universo ao meu redor. Além das fotos do show e da gravação de trechos das músicas favoritas com meu telefone resolvi brincar com um aplicativo do IPhone chamado “Socialcam”. O que ele faz ? Permite que você grave um vídeo e na hora já publique na sua conta de Facebook,Twitter e Youtube. Ou seja, transmissão quase ao vivo. Como vocês verão no vídeo que coloquei no post a definição ainda não é perfeita, falta zoom mas a interatividade é total. Outro entretenimento paralelo para mim foi ver o que as pessoas estavam achando do show, acompanhando os tweets que continham #benharper. Uns escrevem que é o melhor show da vida, outros dizem que estão chorando de emoção, já eu para testar a reação do povo, postei um #benharper chega de solos para encher linguica e vamos cantar ! Não tive eco…Fiquei frustrado…ninguém se manifestou. O smartphone foi um show à parte para mim.
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Acalmando a tropa
Em um post anterior (Cérebro de Canguru) mencionei a falta de habilidade da Qantas, companhia aérea da Austrália, em gerir a sua imagem nas redes sociais. O post de hoje é sobre uma outra companhia aérea, desta vez a Delta, e mostra como ela foi bem mais rápida e sensível em utilizar a web e as redes sociais para contornar uma crise que ameaçava a sua imagem. O fato ocorreu em Junho, quando um grupo de soldados americanos voltava para casa depois de servir no Afeganistão.
Havia um “acordo de cavalheiros” de que a companhia no momento do check-in, toleraria até 4 malas de cada soldado que estava a serviço e não cobraria excesso de peso de ninguém. Naquele voo porém, a Delta resolveu cobrar US$ 200,00 de cada soldado por excesso de bagagem. O que os soldados fizeram ? Um vídeo dizendo que esta era a maneira como a companhia lhes dava as boas-vindas de volta ao seu país e que eles tiveram que pagar pelo transporte de armas que haviam sido utilizadas para “defender as suas vidas e as de cidadãos afegãos inocentes”. O vídeo foi postado e em um dia havia sido visto 200.000 vezes.
Imediatamente também foi criada uma página no Facebook pedindo o “Boicote a Delta em favor dos soldados”.A Delta reagiu…no dia seguinte a companhia veio a público através de sua assessoria de imprensa e se utilizando de todas as mídias disponíveis (Twitter, Facebook, Blog) pediu desculpas aos soldados com uma mensagem emocional, dizendo que a única coisa que os soldados deveriam sentir era a satisfação por estar voltando para casa e anunciando uma nova política de bagagem para os militares que passavam a ter oficialmente direito de transportar 4 volumes. Gestão de crise melhor do que a da Qantas…
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Cérebro de canguru
Você trabalha em uma companhia aérea. Sua empresa por causa de um conflito com sindicatos de pilotos e aeronautas que pedem aumentos, decide abandonar a mesa de negociações e deixar seus aviões em terra para pressionar os seus empregados. Faz tudo isto sem avisar os seus passageiros. Esta situação dura alguns dias e milhares de pessoas perdem os seus compromissos e ficam bastante irritadas com a situação, arranhando seriamente a imagem da companhia.
Duas semanas depois , com os ânimos acalmados e os voos (sem acento!) retomados é hora de melhorar a sua imagem corporativa, certo ? Que tal lançar uma campanha pedindo para que os passageiros descrevam em 140 caracteres, via Twitter, que experiência de luxo elas imaginariam ter a bordo das aeronaves ? O prêmio para as melhores respostas ? Um par de pijamas e as necessaires da primeira classe. Foi exatamente isto que a Qantas, companhia aérea da Austrália, resolveu fazer na semana passada, ainda orientando os passageiros a mencionar #qantasluxury na resposta.

O resultado ? Menos de 2 horas depois de lançada a promoção, #qantasluxury virou breaking trend do Twitter na Austrália, recebendo uma média de 130 tweets durante 10 minutos. Durante a noite, já existiam mais de 15.000 citações em mídias sociais, não mais limitadas a Austrália, mas vindas do mundo todo. O detalhe ? Todas eram menções amaldiçoando a companhia e fazendo paródia com os pijamas e os sonhos de luxo a bordo. Um viral ironizando a promoção, embora bem pouco original, já foi assistido mais de 50.000 vezes no http://www.youtube.com. Esta foi a resposta dos passageiros ao mau tratamento das semanas anteriores.
Facebook vs. vida real
Nas redes sociais muitos dos nossos “amigos” são na verdade desconhecidos..Chega o convite e a primeira reação é tentar fazer um raio-x do passado…
Alguém com quem você já trabalhou ? Não. Colega da faculdade que você só conhecia pelo apelido ? Não. Alguém do colégio com mais barriga e menos cabelo ? Não. Brincaram juntos no maternal ? Não. Algum pecado cometido em uma noite remota ? Não. Raio-x completo. Diagnóstico ? Desconhecido. Você reflete…aceita ? não aceita ?? Resolve competir com seus colegas e se mostrar como alguém que é mais popular, querido e socialmente aceito. Yes ! You’re now connected ! Tirando que o fato do pescoço passar a ter acesso a sua vida, não existem grandes riscos. E na vida real ? Vejam esta campanha da Cruz Vermelha da Polônia que busquei no http://www.bluebus.com.br e que mostra os riscos de contágio por HIV. Totalmente baseada na relação que as pessoas tem com seus amigos virtuais e os perigos de repetir a abordagem na vida real. Exagerada mas com uma boa idéia !

























