Hoje Pep Guardiola anunciou que decidiu abandonar a função de técnico do Barcelona. Foram 4 anos , 13 títulos e uma revolução no jeito de jogar futebol , que certamente colocará este time do Barça como um dos melhores da história. Não sei o que o Guardiola vai fazer da vida. Ele até pediu desculpas a torcida dizendo que neste último ano já estava um pouco desmotivado e não se dedicou integralmente ao seu trabalho (feedback: fez o suficiente ao trucidar o Santos…). Parece que vai para um ano sabático mas seria bem interessante vê-lo no comando da seleção brasileira de futebol em tempos de pré-Copa do Mundo. A economia do Brasil está aquecida, a Espanha está com uma taxa de desemprego de mais de 20% , o seu estilo de jogo poderia ajudar a resgatar as raízes do futebol brasileiro e todos se fariam entender com um perfeito portunhol (lembrando que este não seria um grande problema, afinal mestre Joel Santana, com sua prancheta mágica, foi técnico da África do Sul, com um inglês (?) primitivo). Acho que pelo desafio futebolístico de comandar o Brasil em uma Copa do Mundo em casa, até poderiam convencê-lo (quem seria o melhor interlocutor para ligar e persuadí-lo: o Marin ou o Andrés Sanchez ? )…mas difícil mesmo é fazer com que largue as delícias de Barcelona. Refleti depois de ver este vídeo que as chances realmente não são muito grandes. Acho que acabaremos indo de Mano ou Felipão.
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Corinthiano,maloqueiro e sofredor
Não gosto muito de discutir paixões clubísticas…cada um tem direito de escolher seu time e todos devem se lembrar de que apesar de tudo, futebol é apenas um esporte. Rivalidade é gostosa, serve para você atormentar os seus colegas de trabalho quando o seu time ganha e também para ser atormentado quando perde. Violência por causa time de futebol é ridícula e coisa de homem das cavernas…
Para mim, mais do que paixão, futebol serve para quebrar gelo e construir pontes, em qualquer ambiente, com qualquer classe social em todos os lugares do mundo. Ainda não encontrei nada mais universal e que fosse tamanho ponto de conexão entre as pessoas. 
Ser corinthiano dentro deste contexto é uma dádiva. O que conecta e integra os corinthianos não é um sobrenome italiano como os que tem os palmeirenses, o orgulho de ser da elite como imaginam ser os são-paulinos ou uma devoção eterna ao passado como a que tem os santistas. Ser corinthiano é ser maloqueiro e sofredor mesmo quando se paga uma fortuna para conseguir um ingresso da final no câmbio negro e se volta para casa de carro importado. É estado de espírito. É diferente e por isto é especial. Os outros times também tem torcida (pequenas é verdade) mas é a torcida do Corinthians que tem um time e determina o seu espírito e quais são os seus valores. É “top down”…ou se adapta ou não joga…Quem já pulou e cantou com o grito de que “Aqui tem um bando de loucos” sabe do que estou falando. Quem participou do minuto de silêncio pela morte do Sócrates entende…
Nesta hora não tem cor, não tem renda, pode ter ou não ter dente…A saída de ontem pelo portão principal do Pacaembu com a turma do Pavilhão Nove e da Gaviões foi uma aula avançada de etnografia. Todos diferentes, cada um vindo de um canto mas coesos: naquela hora éramos todos corinthianos, maloqueiros, sofredores….e felizes.
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Preconceitos e seus efeitos

A Emirates é uma das 6 patrocinadoras oficiais da Copa do Mundo e não quer ter a sua imagem associada a entidades lideradas por pessoas que fazem declarações deste tipo. Os outros 5 patrocinadores também foram obrigados a vir a público e dizer que não toleram o racismo. Aliás, por falar em racismo e preconceito, a Benetton ressurgiu….e bem mais legal do que o ruído causado pelas imagens de beijos entre celebridades da sua nova campanha publicitária, é o filme que está por trás da idéia e que se chama UNHATE. Passou completamente despercebido em função da polêmica causada pela bicotinhas do Papa e do Obama mas tem mensagens fortes contra todas as formas de discriminação.

Foi bom para me fazer lembrar que a Benetton ainda existe e ter uns flash-backs de uns casacos de cores bonitas que tive na adolescência…Para mim a Benetton já havia se juntado a outras marcas mais extintas a ararinha azul e ao mico leão dourado como espécies quase em extinção.
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Desfrutando de momentos especiais

A notícia futebolística do dia foi o anúncio de que o Santos renovou o contrato com o Neymar e ele ficará no Brasil até a copa do mundo de 2014. Legal…por R$ 2 milhões por mês eu também sequer pensaria em sair de casa, imagine então mudar de time e de país. O dinheiro porém não foi tudo ! Vejam o argumento do presidente do Santos que ao que consta foi decisivo para convencer Neymar a ficar por aqui:
“O David Beckham sempre foi o queridinho do público feminino, mas tem um perfil próximo ao do ideal grego, de Apolo. O Neymar, por onde joga, arranca gritinhos das meninas. E não é de uma beleza helênica. Ele mudou o padrão de beleza do Brasil e merece ficar mais tempo aqui para desfrutar desse momento especial”.

Realmente é incrível como alguns jogadores vão ficando mais bonitos com o passar do tempo, isto certamente não tem nada a ver com o dinheiro que eles ganham… Foi assim com o Ronaldo, foi assim com o Ronaldinho Gaúcho e agora está acontecendo com o Neymar. Sorte deles…Nos próximos anos, baseados na foto do post, podemos esperar encontrar uma leva de menininhos de cabelos espetados andando por aí.
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De herói a vilão
Ontem era um dia especial para o Edu, meu filho. Para o meu desgosto mas para a sua felicidade, ele conseguiu um “esqueminha” para entrar em campo junto com o time do São Paulo. Ele estava excitado. Era a estréia do Luis Fabiano e portanto dia de alvoroço na floresta. Foi cedo para o estádio, se fantasiou e não continha a excitação. Na volta (não, não fui com ele e nem virei casaca), perguntei como havia sido. A única coisa que ele conseguiu me falar é se eu acreditava que dentro do campo quando ele foi falar com o Rogério Ceni, o Rogério pediu licença e para ele sair da frente. Acho que o pequeno mundo dele caiu a tal ponto que ele criou uma história de que ficou com tanta raiva que deu um tapa no traseiro do Rogério e saiu correndo. Provavelmente o tapa foi imaginário mas a mudança com o Rogério foi real e ele já se transformou imediatamente para ele em um frangueiro, chato (tudo o que já era para mim…). Crescendo e aprendendo.
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