Vida de cachorro

Em meu vasto conhecimento sobre o universo canino, sempre acreditei que a situação de maior risco a que um beagle poderia ser exposto era quando o Snoopy resolvia dormir no telhado de sua casinha. Indo além,  Snoopy em um dia de fúria, poderia até  brigar com seu amigo Charlie Brown e vir a ser atacado pelo Woodstock. Nada muito além disto.

Nunca soube que os coitadinhos dos beagles eram os convidados  favoritos  para os  testes de laboratório…Aprendi que eles são os eleitos por serem cães que pertencem a uma raça antiga, sem grandes variações genéticas, em que todos os indivíduos são bastante homogêneos, o que assegura uma consistência nos resultados dos testes. Pensando em uma teoria da conspiração, fiquei imaginando se isto não teria sido uma grande idéia do Mickey Mouse. …. No fundo, o  Mickey sempre soube que as chances de uma mobilização via web, com direito a quebra quebra e invasão de laboratório, para defender seus familiares não era algo com muita probabilidade de ocorrer. Ele conversou com o Snoopy e pediu que ele e seus amigos criassem barulho sobre o tema. Conseguiu…O Mickey só fez mais alguns pedidos que o Snoopy esqueceu de passar para a frente:  avisar o pessoal que os ratinhos  (e seus priminhos nascidos na Índia),  também são seres vivos e  frequentam as bancadas há muito tempo e que a ciência precisa continuar evoluindo, inclusive para poder modificar a forma como os testes são feitos…

Autonomia movida a pilha

DuracellHoje é dia das crianças. Decidi que daria um presente especial para o meu filho mais velho.

Algo mais marcante do que um jogo de videogame ou do que uma camisa de time de futebol…Um presente que não se vende na Ri-Happy, na PB Kids ou na Bayard e que também não pode ser trocado.

Resolvi dar uma dose  de  autonomia e auto-confiança…

– Vá sozinho até a padaria comprar as pilhas que está precisando.

Ele ficou desconfiado com a oferta…Pensou em recusar, dizer que as pilhas não eram mais necessárias.

– Sozinho ?!

– É. Se quiser as pilhas, você terá que ir lá comprá-las.

– Posso levar o celular ?

– Sim. Para que ?

– Se eu me perder eu te ligo.

– Você não irá se perder mas sim, pode.

– Ok. Vou me arrumar.

– Então vá…

– Pai, dei uma olhada no Google Maps e lá fala que são 3 minutos  até a padaria. Vou seguir a orientação do Google.

– Você não precisa. Dobre a esquina e siga e em frente. A padaria fica na frente da banca. Cuidado ao atravessar a rua.

Lá foi ele…

Pela janela eu observei o início de sua expedição.  Passos rápidos, um pouco inseguros mas na direção certa. A direção do crescimento, da independência, da vida.

5 minutos depois ele estava de volta.

O troféu de seu dia das crianças estava em suas mãos: 2 pilhas Duracell.

Este presente vai durar para sempre…bem mais do que a carga das pilhas, que acabarão em breve.

Tenho certeza que eu não poderia ter escolhido presente melhor.

Guardião vs. Java

justice_league_heroes_wallpaper_by_kyomusha-d5fue49Eu sempre sonhei em ter um super-herói que se dedicasse a me proteger.  Vivia desamparado, observando a mobilização do Batman para lutar contra o Curinga, contra o Pinguim e o Charada . Sempre disposto a salvar a humanidade. Mas e eu ? O Batman não me representava, meus vilões poderiam ser outros…Nunca acreditei que o homem morcego, estivesse pronto para me defender dos meus verdadeiros inimigos…

Há alguns meses comecei a ter pesadelos com um vilão chamado Java. Java é silencioso e se materializa em forma de xicrinha de café, sempre atacando as suas vítimas  derramando líquido fumegante  dentro dos seus computadores. É paciente e determinado, age de forma cruel e lenta…Java não morre…se multiplica e renasce…Já está em sua sétima versão. Java é tão cruel, que segundo consta, seria capaz de  roubar toda a minha fortuna e me fazer morrer na miséria.  Java me imobilizaria e me estorquiria. Alguém precisava me salvar…

Graças ao Banco Itaú, finalmente encontrei um defensor particular. Nem precisei dar procuração. O Super Itaú, agindo como um Clark Kent do sistema financeiro, entrou na cabine telefônica e saiu vestido de Guardião. Tomou conta do meu computador disposto a derrotar o tal Java e definiu que enquanto ele não conseguir fazer isto, eu devo esperar. Itaú é um justiceiro ! Eu sempre desconfiei disto ao ver  como ele foi capaz de levar os juros ao infinito e além. Uma espécie de Buzz Lightyear laranja… um banco com espírito de herói.

O Guardião Itaú segue duelando com Java há meses. Dentro de minha própria sala !  Tento falar com ele para saber quando a batalha terá fim e se há algo que eu possa fazer. ..Quem sabe juntos, nós matamos o tal Java ?  Itaú, direto da liga da justiça, me fala que é meu guardião e esta batalha não tem data para terminar . Soberano, me alerta que eu corro risco e  preciso de proteção ! Argumento com Itaú que preciso pagar contas, transferir um dinheirinho. Convicto e magnânimo, o herói laranja, disse que eu preciso entender…estou sendo egoísta e só pensando em mim. A humanidade está em perigo.  Minhas dívidas e meus problemas que esperem. Sigo acompanhando a batalha em minha própria tela de computador.  Se o Super Guardião Itaú demorar mais um pouco, o convidarei  a fazer companhia ao sr. Incrível, como herói aposentado.

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