Revivendo os cartões

Nas últimas viagens que fizemos resolvemos retomar um hábito secular, que parecia definitivamente esquecido nos tempos de e-mails e tweets: enviamos cartões postais a amigos e parentes. As pessoas que recebem estranham um pouco (dependendo da imagem do cartão ficam chocadas…). Parece que não entendem como um cartão pode demorar tanto chegar, ficam desconfiadas de ver um selo colado e uma mensagem escrita a mão com uma letra que por vezes não reconhecem (você já reparou que atualmente não sabemos mais se as pessoas tem letra “bonita” ou “feia” ? Só nos comunicamos em fonte Arial tamanho 10) . A verdade é que a personalização da mensagem virou um ritual gostoso. Compramos os postais e selos, escrevemos, vamos ao correio (sim, ainda existem agências de correio) e esperamos a reação do destinatário…

Estamos pensando em repetir a dose para o natal (logicamente que com muitos carimbos de renas, papai noel e árvores). Será uma forma de resgatar a tradição e confesso, evitar que as caixas de entrada das pessoas travem com e-mails de correntes natalinas de estética questionável. Não faz muitos anos que eu media minha popularidade pelo número de brindes e cestas que eu recebia de fornecedores…quando a verba começou a diminuir e os códigos de conduta das empresas começaram a vetar o recebimento de presentes, cresceu rapidamente a quantidade de cartões Unicef….o tempo passou e de uns anos para cá só tenho recebido via e-mail os power points de alguns gigas que não abro por medo de vírus. Imagino que com todo mundo seja igual. É hora de reviver a tradição. Viva os cartões: postais, de natal e de crédito !

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