A caçada na tela

Hora mais escuraInspirado pela falta de luz dos últimos dias fui assistir “A hora mais escura”, dirigido por Kathryn Bigelow. O filme não narra a minha epopéia com a Eletropaulo, mas sim a caçada a Osama Bin Laden e está indicado a 5 Oscar.

Como o desfecho do filme é conhecido de todos (a morte de Bin Laden…), eu estava um pouco temeroso de assistir a uma obra ufanista, com “Stars and Stripes” por todos os lados…O filme é bem mais do que isto…O foco não está no fim da história e sim nos bastidores da caçada a Bin Laden e escancara sessões de tortura contra prisioneiros suspeitos, conflitos políticos internos dentro da CIA e a obstinação que dedicaram vários anos de suas vidas a missão de encontrar e eliminar um homem. Isto é nobre ? Os fins justificam os meios ? Cabe ao espectador avaliar e achei o filme imparcial neste sentido .

Hora mais escura 2Nada de poesia, nada de romantismo. O filme é seco, tenso e intenso.O realismo da tortura incomoda, a vingança como combustível da aparentemente frágil e delicada Maya, a agente da CIA e personagem principal, é desconfortável e o realismo das cenas de invasão da fortaleza de Bin Laden, filmadas em tom esverdeado, padrão “visão noturna”, geram dúvidas se aquilo não é um documentário feito com imagens dos soldados. Tem que tomar cuidado para não engasgar com a pipoca em algumas cenas mais fortes mas gostei bastante do filme.

A era das trevas

trevasHá alguns milhões de anos o Brasil pode ser definido como um país tropical. Não deveria ser muita surpresa que durante o verão, que no hemisfério sul normalmente ainda ocorre entre dezembro e março, se registrem as maiores temperaturas e as maiores chuvas do ano.

Época de chuvas em São Paulo significa carros boiando, pernilongos robustos, mais bombados que as musas da Sapucaí e um frequente caos. Nada muda há décadas e é incrível mas não se consegue preparar a cidade para a temporada de chuvas. A culpa é sempre do coitado do São Pedro…Poderiam aliviar a responsabilidade do santo e aceitar que mesmo daqui a alguns milhares de anos, ainda continuará chovendo forte por aqui durante o verão…

A este tão agradável repertório sazonal, posso adicionar mais um item: falta de luz. Parece ter ocorrido um fenômeno de condicionamento pavloviano em meu bairro: começam a cair as primeiras gotas, vem o ruído do transformador explodindo,  a escuridão e o súbito desaparecimento da Eletropaulo por horas. Estão todos sincronizados e atuando em perfeita sinergia…Neste final de semana se superaram: chuva, transformador e atendimento Eletropaulo trabalhando em equipe, como um time de alta performance, atingiram o novo recorde de dezoito horas sem luz em minha casa. O verão que deveria ser a época com dias mais longos e mais horas de luz, em minha casa se transformou na era das trevas…

Há compensações porém: vejo uma nuvem mais escura no céu e posso me preparar  o programa forçado de condicionamento físico Eletropaulo, que envolve subir até o oitavo andar pelas escadas, dieta com poucas calorias pois não enxergo o prato e sauna natural durante a noite, sem ventilador ou ar condicionado. Não sei como ainda não começaram a cobrar por este benefício indireto nas contas …E tem consumidor que ainda reclama !

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