Bonsai de ginasta

As olimpíadas continuam. Depois da tentativa de aprender os fundamentos do judô que relatei no post anterior, agora os meus olhares se voltaram para a ginástica olímpica. Não vou falar dos desagradáveis tombos da família Hypolito ou da aposentadoria da Daiane. Ontem quando liguei a televisão, tive certeza de quem estava representando o Japão era a Cecília, uma colega de escola da minha filha e que tem oito anos de idade. São ginastas miniaturas com corpo e fisionomia de crianças ! Cheias de maquiagem, pareciam que estavam brincando com o batom que pegaram escondido de suas mães. A sensação que elas passam quando dão piruetas naquela trave ou voam nas barras assimétricas é que vivem em Lilliput. Tudo aquilo parece ser super-dimensionado para elas…Os seus técnicos, quando as abraçam, parecem os gigantes do pé de feijão ! E quando as mini-atletas começam a chorar porque receberam notas baixas dos juízes ? É angustiante…eu como telespectador queria ir lá entregar um pirulito ou um sorvete para ver se elas se acalmavam. Parece exploração de trabalho infantil.

Quando você descobre a idade média delas, percebe que não são tão crianças assim…foram escolhidas para a prática do esporte justamente pelo seu biotipo. Me constrangeu um pouco… as atletas orientais parecem que  foram submetidas à técnica milenar do bonsai e se transformaram em  atletas mas em versão miniatura.
A ginástica é bonita mas a sensação de violência ao corpo é bem  desconfortável.

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