Jasmine

Blue_Jasmine_1_2013Assisti a Jasmim Azul, o filme mais recente de Woody Allen. O filme conta a história de Jasmine, uma dondoca nova-iorquina que depois da falência e prisão de seu marido é forçada a se mudar para a casa de uma irmã suburbana em San Francisco. A derrocada da socialite, que antes parecia ser a melhor amiga da Narcisa e da Val Marchiori e  que se transforma em uma  maluca que fala sozinha na rua, é a senha para Woody Allen falar de neuroses, traições, críticas à elite e outros temas que lhe são tão familiares. O filme é mais seco, bem mais focado no seu enredo e com menos distrações estéticas do que os mais recentes filmes padrão “agência de viagem” que Allen tinha feito para Barcelona, Paris e Roma. San Francisco, igualmente linda, é coadjuvante e subliminarmente (ou explicitamente ?) qualificada como provinciana e de segunda classe, sendo simbolizada pela irmã de Jasmine.

Quem realmente dá um show no filme é Cate Blanchett, acho que menos pela complexidade dramática de sua personagem e sim por sua enorme facilidade de parecer chique e classuda. Desafio grande para ela deveria ser representar uma mulher barraqueira…Até descabelada e de maquiagem borrada ela não perde a pose de rica e famosa…Pedir para Cate fazer papel de rainha ou de milionária é fácil…

Jasmim Azul, não é um Woody Allen inesquecível mas não deixa de ter o seu charme,

Mezza bocca

Se “Para Roma com amor” foi o melhor presente que Woody Allen conseguiu preparar para a cidade, Roma deve estar bem desconfiada. Deve estar pensando o que Barcelona e Paris fizeram para merecer dedicatórias e obras tão melhores. “Vicky Cristina Barcelona” e “Meia noite em Paris” são significativamente superiores a “Para Roma com Amor”, último filme de Woody Allen. . Diz o dito popular que quem tem boca vai a Roma.  No caso, Woody Allen necessitou só  de meia boca e um grande bolso, para filmar por lá e ganhar incentivos e alguns milhares de euros. Filme que é bom, ficou devendo…

O filme conta quatro histórias que  são independentes entre si que se passam em tempos diferentes. A única coisa comum entre elas é que são ambientadas em Roma.  O núcleo “cantando no chuveiro” , trata de um casal americano que vai a Roma para conhecer a família do noivo de sua filha e se envolve na producão de óperas . O segundo núcleo, o “alter ago”, retrata um arquiteto americano (Alec Baldwin) em férias na Itália  e que se projeta na figura de estudante que está vivendo na cidade , se transformando em uma espécie de grilo falante, voz da consciência. Há também a célula “Jeca Tatu” com dois  recém-casados provincianos que se perdem pelas ruas da cidade em que se salva a versão Piriguete italiana de Penélope Cruz.A última trama poderia ser definida como “esqueci minha Ritalina” ou “tributo ao BBB” e conta a história de Leopoldo (Roberto Benigni, tão afetado como quando apareceu na cerimônia do Oscar) um homem comum que é transformado em celebridade pela mídia.

Nada no filme é original, e “Para Roma com amor” acumula um monte de estereótipos e poucas surpresas. Você tem certeza que já viu tudo aquilo e fica esperando um gracejo, ou algo inovador que acaba não aparecendo. Roteiro bobo, piadas idem. Confesso que saí do cinema sem sequer ter aquela sensação de querer aprender italiano e comer macarrão…Até as imagens da cidade, tão espetaculares em “Vicky” e “Meia noite” e que se transformaram em cartões postais de Barcelona e Paris, faltaram um pouco neste filme. Roma aparece, bonita mas discreta, sem brilho. Woody não deve ter gostado de algum polpettone do passado e retribuiu com um  tributo a Roma que pode facilmente ser classificado como “mezza bocca”.

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