O homem da nota de US$ 5,00

us_5_obverseFui assistir “Lincoln”, dirigido por Steven Spielberg e indicado para uma montanha de Oscars. Resumo: Ótima interpretação de Daniel Lee Lewis, bons atores coadjuvantes, um pouco de aula de história para poder replicar para os amigos e uma nova visão sobre o homem da nota de US$ 5,00 que de vez em quando passa pela minha mão.

Não é fácil se manter alerta nas duas horas e meia do filme…o roteiro tem alguns detalhes históricos difíceis de serem absorvidos por não americanos, exceto por algumas práticas de compra de votos de parlamentares que foram  globalizadas e fazem com que o espectador brasileiro se sinta em casa em vários momentos…São citados personagens, batalhas e fatos que dificultam a conexão. Nada que impeça a compreensão geral de “Lincoln” mas uma apostila de cursinho ajudaria.

A iluminação, os figurinos e os planos sempre fechados te dão a impressão que você está em um estúdio construído no Projac com personagens de um museu de cera. Admito que deu um certo sono, ainda mais estimulado por vários colegas de sessão que roncavam sem constrangimento. O filme deve ganhar mesmo um monte de coisas porque é tecnicamente correto, segue a formulinha, mas não tem a proposta de gerar nenhum “uau” nos espectadores.  Eu diria que é um filme burocrático que vale pelo seu elenco…images

“Cavalo de guerra”, um pangaré do Spielberg…

Depois de pagar ingresso para assistir a “Cavalo de Guerra” de Steven Spielberg, concluí que o verdadeiro quadrúpede da história era eu, não na categoria equina mas na dos muares (mulas e afins…). O filme conta a história da amizade entre o cavalo Joey e o jovem Albert, que o domestica e o treina. Quando eles são forçados a se separar, o filme acompanha a jornada do cavalo, seguindo sua trajetória durante a primeira guerra mundial, passando pela cavalaria britânica, os soldados alemães e um fazendeiro francês e sua neta. A história atinge o seu ápice em uma batalha na Terra de Ninguém em que nosso amigo Joey é transformado em um soldado Ryan de quatro patas . A narrativa inteira é feita sob a perspectiva do cavalo e apesar do filme transcorrer em época de guerra, não existem grandes diferenças entre heróis e vilões e mocinhos e bandidos. Empolgante?

Está certo que pela descrição já daria para prever uma mistura de filmes como “minha amiga Flicka” com o “Corcel Negro” mas saí do cinema achando que fui atacado pela maldição equina dos ponêis da propaganda viral da Nissan e xingando até o coitado do ET que também tem o Spielberg como pai…O filme é uma coleção de chavões melodramáticos, é totalmente previsível e o cavalo, apesar de ser o melhor ator do filme, acaba sendo transformado em um Rambo trotador. Faz milagres, sobrevive a tudo: tiros, arames farpados, bombas. Escolha outro filme para começar a temporada de cinema de 2012. Literalmente caí do cavalo com minha escolha…

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