Berimbau

Mistura de dança com luta, garantia de flexibilidade e agilidade, disciplina, gingado, estado de espírito, arte marcial brasileira.. Muitos dizem que a capoeira é tudo isto e muito mais…Respeito quem goste e veja graça mas para mim, definitivamente a capoeira é das coisas mais chatas que alguém já inventou. Assistir por mais de 2 minutos a uma roda de capoeira, vendo as pessoas dando estrelas no vácuo, cantando músicas hipnóticas  e com trajes de noite de reveillon é dos maiores exercícios de paciência a que alguém pode ser submetido. Passei por isto no final de semana e confesso que quase tive um impulso de entrar  na roda para animá-la um pouco e transformá-la em um octógono de vale tudo.  Certamente eu tomaria uma voadora de algum mestre e viraria pó…Mestre Bira, Mestre Grilo, Mestre Pastinha…ninguém tem nome, só apelido e todo mundo é mestre… Ninguém luta nem dança, todos jogam…Enfim,capoeira não é para mim.  Isto ficou reforçado quando acordei de um pesadelo em que eu estava sendo torturado…em um quarto fechado, tinha que ouvir meia hora de “Paranauê” , tocado lentamente, com berimbaus, atabaques e reco-recos , sem poder tapar meus ouvidos…Prometi para mim mesmo que nunca mais assistiria a nenhuma demonstração de capoeira, por mais curta que seja.

Ninados pelo Momix

O meu processo de imersão no maravilhoso mundo da dança moderna prossegue. Ontem fui acompanhar a minha esposa em uma nova aventura, o espetáculo do Momix. O Momix (http://www.mosespendleton.com) é uma companhia de dança americana que mescla técnicas de circo e efeitos especiais em suas produções. Na teoria parecia um Cirque de Soleil menos massificado  e com mais dança. A Mari estava animada, desta vez eles bailariam inspirados nas quatro estações e nas transformações da natureza. Depois de meia hora o único elemento que mantinha a Mari conectada com o espetáculo era o sono. Começou na representação do inverno e ela então resolveu hibernar em pleno teatro Alpha. Ela só despertou no final do verão, quando bailarinos vestidos de girassol saltitavam pelo palco. Eu estou orgulhoso de mim mesmo ! Resisti…aguentei firme até o final e concluí que depois do ballet japonês do ano passado nada mais me tira do eixo. Para os interessados em conhecer mais sobre o Momix e sua singela representação de ode a fauna e a flora, aí vai um pequeno trecho de “Botanica”. Vejam se dá para entender porque a Mari e mais de 10% do teatro repousavam em suas poltronas.

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