Novos ares

Quantas vezes não nos pegamos reclamando da rotina, do tédio e suplicando por novos ares. Férias e viagens tem este papel de nos oxigenar com  pequenas fugas do cotidiano. Viagens mais do que levar o corpo para outras terras, servem para levar a mente para outra dimensão. Porém, são fugazes. Nos deixam com boas lembranças e um enorme gosto de quero mais. Tentamos congelar estes momentos…Revemos as fotos, relembramos as histórias, compramos souvenirs e buscamos perpetuar as nossas experiências. Hoje vi no www.psfk.com que o fotógrafo tcheco Kirill Rudenko radicalizou na tentativa de fazer com que as pessoas se lembrem das pequenas doses de oxigênio que respiraram em suas andanças por aí. Ele acabou de lançar “ar” enlatado de algumas das principais cidades do mundo…Ar de Paris, ar de Nova York, ar de Berlim e por aí vai…Será que embalados pelo ritmo de Copa do Mundo e Olimpíadas teremos extensões de linha com latinhas brasileiras ? Poluição de São Paulo ? Queimadas da Amazônia ? Maresia do Rio de Janeiro ? Um detalhe…cada respirada do ar da sua cidade favorita custa $8 euros.

As últimas campanhas da Coca Cola continuam com gás ?

Outro dia escrevi encantado sobre como a Coca-Cola nos Estados Unidos estava sendo legal com os ursos polares (veja a íntegra do post: http://wp.me/p1STmB-34) . Doações a cada embalagem vendida e sobretudo a transformação radical da tradicional latinha vermelha que passaria a ser branca por 3 meses para apoiar a causa da proteção aos ursos polares. Pois é…não foi bem assim. Os consumidores até que gostam dos ursos polares e simpatizam com o bichinho mas rejeitaram completamente a latinha branca, acusada não apenas de desvirtuar a imagem da marca como também de gerar uma grande confusão: vários incautos não sabiam mais o que era a Coca-Cola tradicional e o que era a Coca-Cola Light. Alguns consumidores mais radicais começaram a difundir a lenda de que a Coca-Cola nas latinhas brancas não mantinha o sabor original do produto! Moral da história: em menos de um mês as latinhas brancas foram condenadas a extinção e não durarão nem até fevereiro. A idéia da Coca Cola que parecia boa, literalmente perdeu o gás…Será que é um mau presságio para os ursos polares ?
Em compensação a campanha “share a Coke” da Coca-Cola na Austrália e que lançou 150 embalagens diferentes, onde os Johns e as Sues poderiam comprar latinhas de Coca-Cola com o seu próprio nome foi um sucesso (eis o post com a história inteira:http://wp.me/p1STmB-6O).
O êxito foi tão grande que a Coca-Cola lançou uma segunda fase da ação, em que mais 50 nomes foram escolhidos para também serem agraciados com a personalização. Vi a lista e até os Wolfram ganhou embalagem própria…Neste ritmo vejo uma oportunidade até para o Janecrílson também encontrar a sua própria embalagem nas gôndolas de Melbourne. Parece que ninguém na Austrália reclamou que estava complicado de reconhecer a embalagem ou que o sabor havia sido modificado pelo rótulo diferente. Interessante…a mesma empresa, a mesma formuleta de marketing, resultados completamente diferentes..mundo globalizado.
Como atualização para o assunto Coca-Cola e gás, me lembrei de compartilhar este clássico da Internet, a incrível experiência de se colocar Mentos, aquela balinha refrescante, dentro de garrafas de Coca-Cola Light…Isto sim gera muito gás.

O vermelho agora é branco

Depois do post que escrevi sobre a importância da cor para uma marca e a briga para manter este vínculo protegido, vi uma notícia no http://www.brandchannel.com que me chamou a atenção e vai em outra direção. A Coca Cola decidiu que de Novembro a Março as suas tradicionais latinhas deixarão de ser vermelhas nos Estados Unidos e no Canadá. A razão para isto é divulgar a causa de proteção dos ursos polares no Ártico. O urso polar é símbolo da Coca Cola desde 1922 e com a espécie cada vez ameaçada, a Coca Cola resolveu ser solidária ao tema. Com isto, neste período serão produzidas 1,4 bilhões de latas brancas! Como nem só de cor da lata vivem os coitados dos ursos, a Coca Cola inicia a campanha doando US$ 2 MM para a WWF e além disto a uma mensagem na lata que estimula os consumidores a também fazerem doações de US$ 1,00 para a causa. Se o negócio der certo, o maior risco para os ursos deixará de ser a destruição do meio ambiente e passará a ser seres humanos interessados em um golpe do baú para herdar sua fortuna.

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