Verde desbotado

Acabaram de vez com as sacolinhas plásticas no supermercado. A principal causa alegada é a consciência ecológica e uma preocupação com o futuro do planeta. Será que esta é mesmo a percepção das pessoas ? Tem vários momentos em que o meu lado marketeiro dialoga com o meu lado consumidor e se pergunta se as pessoas estão realmente acreditando nestas histórias. Quem esteve em qualquer quarto de hotel do mundo recentemente viu aquelas mensagens apelativas no banheiro para não se trocarem as toalhas todos os dias , convidando o hóspede a contribuir com o meio ambiente. Eu penso: é para ajudar o meio ambiente ou para gastarem menos com sabão em pó e amaciantes e as suas margens de lucro subirem… ?
Outra novidade agora são garrafinhas de água de algumas marcas que alegam que foram feitas com menos plástico pensando na sustentabilidade. Você abre, a garrafinha amassa na sua mão e a água derrama . É péssima e você fica com a convicção absoluta de que fizeram aquilo para reduzir custos. Será que não é a hora de algumas empresas fazerem um pouco mais de marketing da sinceridade ? Queremos ter preços competitivos e precisamos da sua ajuda. Você concorda em não trocar as toalhas ? Em beber água em uma garrafa que amassa ? Em trazer suas sacolas de casa ? Fazemos tudo isto e ainda ajudamos o meio ambiente ! A minha sensação é que o consumidor ficaria bem menos desconfiado com esta súbita mudança de conduta das empresas, as apoiaria e os argumentos da sustentabilidade, seriam utilizados onde eles são realmente necessários, de maneira consciente e correta. Usar a ecologia para justificar redução de qualidade de produtos e serviços é ruim para a causa e não contribui em nada com as empresas. Desbota a imagem verde que elas querem construir.

As espumas do Tietê

Enquanto as idades ainda permitem, sempre que posso enfio as duas crianças juntas no chuveiro, para tomarem banho ao mesmo tempo. Logicamente existem dias pacíficos, em que a harmonia impera e existem outros dias (mais frequentes) de duelos sub-aquáticos com reclamações sobre a temperatura da água, sobre o espaço de cada um dentro do box e um bullying básico entre irmãos. Quando o clima pesa um pouco mais entre os dois a gritaria pelo socorro paterno começa…Ontem não foi diferente. Chamados desesperados da Cacá, acusando o irmão de ter colocado sabonete na sua boca por duas vezes, me levaram ao banheiro em uma tentativa de pacificação do conflito. Algo tão simples como administrar o conflito de Israel e os árabes. Tudo dentro do script de quase todos os dias, quando fui surpreendido pelo argumento do Edu para ter enfiado alguns mls de sabonete líquido na goela da irmã : eu falei para ela que ela estava fazendo muita espuma no banho e poluindo o rio Tietê e ela não parou! Confesso que fiquei orgulhoso pela consciência ecológica mirim do meu filho, bastante estimulada pela escola e seus estudos do meio ambiente mas na dúvida sobre o seu potencial de eco terrorismo e quais serão suas próximas ações de retaliação a família.

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